Prática de Atividades Físicas e Ocorrência de Doenças em Pacientes de Unidades Básicas de Saúde de Presidente Prudente

Por: D. G. D. Christofaro, J. R. Fuzzi, J. S. Codogno, M. C. Reis e M. Y. C. Araújo.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

O aumento na expectativa de vida é um fenômeno mundial. No Brasil esse aumento da longevidade vem acompanhado de conseqüências sociais, como por exemplo, maior prevalência de doenças crônicas não transmissíveis. A prática insuficiente de atividades físicas e o excesso de peso são importantes fatores de risco para essas doenças. O objetivo desse trabalho foi identificar se existe correlação entre o número de doenças crônicas auto referida porpacientes atendidos em UBS e a prática atual de atividades físicas, bem como, identificar o efeito do sexo, idade e excesso de peso em tal fenômeno.Foram avaliados 541 adultos de ambos os sexos com idade >50 anos, atendidos por duas unidades básicas de saúde da cidade de PresidentePrudente/SP. Para relatar a presença de doenças, foi utilizado inquérito de morbidades referidas, que continha informações sobre: i) tempo de diagnóstico da doença; e ii) uso de medicamento. As informações referentes à prática habitual de atividades físicas foram levantadas por meio do questionário de Baecke et al, onde cada paciente obteve um escore que representa a atividade física habitual. Os pacientes foram subdivididos em percentis para classificação do nível de atividade física, sendo que pacientes no percentil P75 suficientemente ativos. Para verificar presença de excesso de peso foi usado o índice de massa corporal (IMC) (em kg/m²), calculado com a utilização dos valores de massa corporal e estatura,coletados no momento da entrevista. A análise estatística foi composta pelo teste t de Student para dados independentes (Suficientemente Ativo [SA] versus Insuficientemente Ativo [ISA]) e a análise de covariância (ANCOVA) ajustou estas comparações por sexo, idade e índice de massa corporal (Software BioEstat 5.0). O número médio de doenças no grupo SA foi de 2,5 (IC95%: 2,1 - 2,8) e no grupo ISA 2,9 (IC95%: 2,7 - 3,1), existindo diferença entre os grupos (p-valor= 0,037). Após o ajuste por sexo, idade e índice de massa corporal (ANCOVA), as diferenças entre os dois grupos mantiveram-se significativas (p-valor= 0,042).Podese concluir que o número de doenças crônicas auto referidas é maior em pacientes Insuficientemente Ativos,atendidos em UBS, independente do sexo, idade e excesso de peso.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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