Prática Esportiva, Vo2máx e Riscos Cardiovasculares: Um Estudo com Crianças e Adolescentes de Anápolis -GO

Por: Carmen Sílvia Grubert Campbell e Patrícia Espíndola Mota Venâncio.

2013 21/05/2013

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Resumo

O estudo teve como objetivo geral verificar a influência da prática esportiva sobre o VO2máx de crianças e adolescentes de Anápolis- Goiás e a relação dessa variável nos riscos cardiovasculares. O estudo envolveu 324 crianças e adolescentes, com idade entre 08 e 16 anos, de dois projetos oferecidos pela instituição UniEVANGÉLICA. Desses, 97 fizeram parte do grupo controle e 227 do grupo experimental. O grupo experimental foi submetido a um programa de exercícios físicos por meio de práticas esportivas (natação, judô e atletismo), com duração de três meses, com duas sessões semanais de 50 minutos. Para análise dos dados, utilizou-se uma regressão linear simples, um Qui-quadrado, o teste t para amostras independentes, ANOVA e o teste de Kruskal-Wallis. Como resultados, a maioria da amostra foi classificada com um VO2máx normal e com a intervenção das práticas esportivas, a amostra teve uma melhora significativa em ambos os sexos. Quanto ao risco de desenvolver as doenças cardiovasculares ( DCV), o estudo constatou que no início da pesquisa, 18,5% da amostra estava com a circunferência da cintura (CC) acima do recomendável para uma boa saúde, 10,8% estava classificada como pré-hipertenso, 19,1% classificada com sobrepeso e obesidade e 17,2% com um percentual de gordura (%G) moderadamente alto. Após as intervenções, os riscos de DCV diminuíram em todas as variáveis, com exceção do %G. O estudo verificou, ainda, que as práticas esportivas tiveram uma influência significativa, reduzindo a pressão arterial (PA) e aumentando o VO2máx.. Com práticas esportivas o VO2máx. teve melhora significativa em todas as modalidades esportivas. O estudo também constatou que o VO2máx explicou de forma significativa a PA,CC, IMC e o %G. Houve uma associação inversa, de tal modo que quanto maior o VO2máx apresentado, menor era o IMC, PA, CC e %G. Quanto ao grupo controle, o VO2máx, não teve uma relação significativa com o risco de DCV, bem como não houve diferença significativa durante os 03 meses de pesquisa nas variáveis VO2máx,CC, PA, IMC e %G. O estudo concluiu ao verificar a influência da prática esportiva, o VO2máx teve influência positiva no VO2máx e uma relação inversa do VO2máx para CC, PA, IMC e %G.

Endereço: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/listaTrabalhoConclusao.jsf

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