Predição de Parâmetros de Aptidão Aeróbia a Partir do Custo Metabólico e da Frequência Cardíaca em Humanos e Equinos

Por: Rafael da Costa Sotero.

65 páginas. 2014 12/03/2014

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Resumo

A avaliação da aptidão aeróbia é um recurso de fundamental importância para a prescrição de treinamentos físicos, subsidiando os profissionais e os avaliados com informações uteis para estabelecer a dose adequada entre estimulo e resposta dos diferentes sistemas corporais em distintas populações. Para tanto, criar e investigar métodos que minimizem os riscos a integridade fisiológica do avaliado e que utilizem recursos acessíveis para a sua realização são foco de estudos nessa área. Parâmetros como intensidade máxima (Imáx), consumo máximo de oxigênio (VO2máx) e limiar anaeróbio (LAN) tem sido largamente investigados e usados na avaliação da aptidão aeróbia. Diante disso, a validação de métodos indiretos e submáximos desses parâmetros é necessária, viabilizando ainda mais seu uso. Portanto, os objetivos da presente tese foram: Estudo 1 - propor equações de predição da intensidade máxima de corrida (Imáx) a partir do custo da razão entre frequência cardíaca e intensidade submáxima (CFC) e custo do consumo de oxigênio e intensidade submáxima (CVO2) em indivíduos fisicamente ativos (AT; n= 11) e treinados (TR; n = 11); Estudo 2 – validar equações de predição em estimar a Imáx, VO2máx e intensidade da LAN (ILAN) a partir do CFC em indivíduos AT (n = 40) e TR (n = 8); Estudo 3 – analisar a frequência cardíaca (FC) e a concentração sanguínea de lactato ([LAC]) como discriminador do condicionamento em equinos (n = 16) submetidos a teste de salto incremental. Todos os humanos realizaram um teste máximo em esteira ergométrica a 1% de inclinação com incrementos a cada 3 minutos de 0.5km.h-1. Previamente ao teste máximo, foi realizado um aquecimento de 6 minutos a uma intensidade <14 da escala de percepção de esforço e <80% da FC máxima predita pela formula 220-Idade. Nesse aquecimento foi calculado entre o 4º e o 5º minuto o CFC que posteriormente foi aplicado nas formulas ImáxVO2 = VO2máx . CVO2 -1 e ImáxFC = FCmáx . CFC -1 para comparação com a Imáx atingida no teste de esforço máximo. Nessa comparação não foram encontradas diferenças significativas entre as Imáx preditas e medida (p>0.05). Com os dados obtidos no aquecimento e no teste de esforço máximo, foram geradas equações para estimarem a ImáxCFC = (-1.0383 x CFC) + 28.703 (R2 = 0.87); VO2máxCFC = (-3.5238 x CFC) + 100.23 (R2 = 0.64); ILANCFC = (-1.1003 x CFC) + 27.35 (R2 = 0.81) e posteriormente validados. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os parâmetros estimados comparados com os medidos (p>0.05). Os equinos realizaram teste de saltos em picadeiro coberto de areia, na velocidade de 18 km.h-1, sendo três estágios de 4 voltas de 74m com 10 obstáculos de 40, 60 e 80 cm de altura, onde foram analisados o CFC e o Custa da [LAC] (CLAC) em relação a velocidade de corrida e altura do obstáculo para comparação entre os equinos superiores (ES) e inferiores (EI). A comparação entre os distintos animais apresentou diferenças apenas nos estágios, onde os atletas saltavam obstáculos de 60 e 80 cm de altura (p<0.05). Conclui-se que, os resultados apresentados nos três estudos descritos, possibilitou predizer os parâmetros de aptidão aeróbia a partir da metodologia do custo em humanos e equinos saltadores.

Endereço: http://www.bdtd.ucb.br/

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