Preditores Motores do Comprometimento de Funções Executivas de Idosos no Estágio Leve da Doença de Alzheimer

Por: D. I. Corazza, J. L. R. Costa, J. R. Pereira, P. S. Donadelli, R. F. Santos-galduróz, R. L. M. Fukushima e R. V. Pedroso.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

A Doença de Alzheimer (DA) se caracteriza por alterações cognitivas (que incluem as funções executivas) e motoras (componentes de capacidade funcional), as quais são recrutadas de forma conjunta durante a realização das atividades de vida diária. Neste contexto, os objetivos do presente estudo foram investigar as possíveis relações entre funções executivas e capacidade funcional e determinar os possíveis preditores motores do comprometimento das funções executivas em idosos com DA. Para tal investigação um total de 24 idosos no estágio leve da DA (média de idade=76.9± 5,3 anos; média de escolaridade=5,0± 4,1 anos; média no MEEM=19,8 ± 4,5 pontos), participantes do Programa de Cinesioterapia Funcional e Cognitiva em Idosos com Doença Alzheimer (PRO-CDA), em Rio Claro (SP) foram avaliados através do Teste do Desenho do Relógio (TDR) (funções executivas). Para a avaliação da capacidade funcional foram utilizados os seguintes testes: "Resistência de força membros superiores (AAHPERD)" e o teste "Sentar-se e levantar da cadeira em 30 segundos" para resistência de força de membros superiores e inferiores; "Banco de Wells" para flexibilidade, "Escala de Equilíbrio Funcional de Berg" (EEFB) e "Timed Up and Go" (TUG) para equilíbrio e agilidade, "Teste de caminhada de 6 minutos" para resistência aeróbia. Todos os dados foram expressos em média e desvio padrão. Inicialmente a normalidade dos dados foi verificada por meio do teste de Shapiro Wilk, e posteriormente foi utilizada a análise estatística descritiva, o teste de correlação de Pearson e regressão linear múltipla. Após a análise estatística foi possível verificar que as funções executivas (média TDR= 1,4 ± 0,9 pontos) foram relacionadas com a flexibilidade (Banco de Wells= 18,5 ± 8,6 pontos) (r = 0,54), o equilíbrio estático e dinâmico (EEFB= 51,8 ± 2,7 pontos) (r = 0,48) e com a agilidade e mobilidade (TUG= 8,6 ± 1,9 segundos) (r = -0,41). A análise de regressão indicou o equilíbrio (p=0,04; B= 0,39) e a flexibilidade (p=0,02; B=0,46) como preditores motores do comprometimento das funções executivas. Sendo assim, os resultados sugerem que, no estágio leve da DA, as funções executivas estão relacionadas com os componentes da capacidade funcional, de forma que indivíduos mais preservados cognitivamente apresentam melhor capacidade funcional e seus preditores motores são o equilíbrio e flexibilidade. Portanto, programas de intervenção, no estágio leve da doença tornamse muito importantes pois podem atenuar esses declínios. 

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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