Prevalência de Queixa álgica Musculoesquelética em Trabalhadores de Empresa de Bijuteria

Por: César Augusto França Abraão, Gisélia Gonçalves de Castro, Hélcio Balbino dos Santos, Kelly Cristina de Faria e Tamiris Augusta de Noronha.

Cinergis - v.18 - n.1 - 2017

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Resumo


O setor de bijuteria é crescente, nos últimos três anos com media de 10% ao ano. Os trabalhadores desta área empresarial, respeitando claro os diversos setores, estão sujeitos a inúmeros distúrbios musculoesqueléticos, podendo acometer diversas áreas do corpo, principalmente, quando os trabalhadores se encontram expostos a fatores de risco como posturas inadequadas, repetitividade, uso de força excessiva e a exposição a vibrações. Objetivo: identificar a prevalência de queixa álgica musculoesquelética em trabalhadores de empresa de bijuteria. Método: estudo de natureza quantitativa, observacional analítica, com pesquisa de campo com a aplicação de questionário sócio demográfico e o diagrama de Corlett. Participaram do presente estudo 30 trabalhadores (24 mulheres e 6 homens) de uma empresa de bijuteria situada no interior do estado de Minas Gerais. Resultados: mostraram que 86,6% dos funcionários relata algum quadro de dor devido ao trabalho repetitivo, com predominância do sexo feminino. Os resultados evidenciaram que no setor de colagem, a postura de trabalho sentada, a jornada de trabalho a partir de 9 horas diárias, o período final da jornada de trabalho relacionou com maior número de pontos de dor e ao parâmetro intensidade, sobremaneira nas regiões da coluna cervical e lombar. Há um pequeno índice de procura ao serviço médico e baixa taxa de automedicação. Considerações finais: os resultados denotam uma relação entre sexo feminino, idade, postura de trabalho, tipo de trabalho, número de horas trabalhadas, áreas corporais, intensidade e período do dia com o parâmetro dor musculoesquelética em trabalhadores do setor de bijuterias. Ainda que existam achados sintomatológicos sugestivos desta relação, há uma diversidade metodológica e pequeno número de estudos que avaliam a dor neste grupo de trabalhadores.
 

Endereço: https://online.unisc.br/seer/index.php/cinergis/article/view/8112

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