Prevalência de Transtornos Mentais e Fatores Associados em Mulheres da Cidade de Uberaba-mg: Um Estudo Epidemiológico

Por: Isadora Ferreira Henriques.

2016 17/02/2016

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Resumo

Grande parte das populações no mundo passa por um considerável crescimento na carga de problemas de saúde mental. Os problemas psíquicos mais recorrentes são o Transtorno Mental Comum (TMC) e os Sintomas Depressivos (SD), que podem estar relacionados dentre outros fatores, a idades avançadas, ao gênero feminino, ao nível de atividade física (NAF), a medidas antropométricas como o Índice de Massa Corporal (IMC) e características sociodemográficas e econômicas. A investigação e o monitoramento das populações acerca da saúde mental são fundamentais, pois permite identificar os indivíduos com estes agravos e assim direcionar intervenções em saúde voltadas para este campo. Desta forma, o presente estudo teve por objetivo identificar a prevalência de TMC e SD bem como do NAF e IMC; as relações destas duas últimas variáveis com os indicadores psíquicos e as relações entre TMC e SD com os indicadores sociodemográficos e econômicos, em mulheres acima de 20 anos residentes na cidade de Uberaba, Minas Gerais. Trata-se de um estudo transversal de base populacional, como foco na identificação do perfil de saúde, oriundo do Inquérito de Saúde da Mulher na cidade de Uberaba-MG, 2014 (ISA-Mulher, 2014). A amostra (probabilística em múltiplos estágios) foi composta por 1520 mulheres. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas domiciliares, por entrevistadoras previamente treinadas. Para identificação e caracterização sociodemográfica e epidemiológica foi utilizado um bloco contendo informações demográficas e econômicas acerca da entrevistada. Para investigação dos TMC, foi utilizado o Self- Report Questionnaire (SRQ-20), sendo considerado o ponto de corte ≥ oito pontos para caracterizar a presença de TMC. O rastreio dos SD foi por meio da Center for Epidemiologic Studies-Depression (CES-D), com ponto de corte ≥ 16 pontos para positividade dos SD. O NAF foi mensurado por meio do IPAQ, sendo considerada ativa a mulher com pontuação ≥ 150 minutos (atividades moderadas) ou ≥ 120 minutos (atividades vigorosas). Foram mensurados peso e altura para cálculo do IMC. Para análise dos dados, utilizaram-se procedimentos da estatística descritiva (freqüências, média, desvio padrão), análise inferencial (teste Qui-quadrado) e análise multivariada (regressão de Poisson). As prevalências de TMC e SD foram respectivamente 29,67% e 31,55%. A maioria das mulheres foi classificada como ativa (90,26%) e com sobrepeso (38,54%). Não foi encontrada associação significativa entre a presença de TMC nem de SD em relação ao NAF e ao IMC de acordo com as faixas etárias. Houve significância entre os indicadores de transtornos mentais e as características sociodemográficas e econômicas, especificamente para as variáveis: nível de escolaridade e renda familiar.

Endereço: http://bdtd.uftm.edu.br/handle/tede/341

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