Prevalência do Excesso de Peso e Obesidade em Crianças e Adolescentes da Região Autónoma da Madeira, Portugal

Por: Albrecht L. Claessens, António Marques, Duarte Luís de Freitas, Élvio Rúbio Quintal Gouveia, Gaston Beunen, Johan Lefevre, José Maia, Maria João Almeida, Martine Thomis e Sara Micaela Correia de Almeida.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

A problemática do excesso de peso e obesidade em crianças e adolescentes tem sido
debatida nas últimas décadas, um pouco por todo o mundo. A obesidade na infância
está associada a sérios problemas de saúde no final da adolescência e idade adulta.
Os objectivos centrais deste estudo foram: 1) caracterizar a prevalência do excesso
de peso e obesidade em crianças e adolescentes da Região Autónoma da Madeira -
Portugal; 2) analisar o comportamento dos resultados ao longo da idade e as diferenças
entre sexos, ao nível do excesso de peso e obesidade; e 3) comparar os valores da
nossa amostra com outras realidades nacionais e internacionais. Uma amostra
representativa de 507 indivíduos de ambos os sexos com 8, 10, 12, 14 e 16 anos foi
seguida anualmente por um período de 3 anos (1996, 1997 e 1998). A análise
transversal dos dados permitiu-nos recolher informação em 2503 indivíduos (1266
rapazes e 1237 raparigas) com idades compreendidas entre os 7 e os 17 anos. A
prevalência de excesso de peso e obesidade foi determinada através do índice de
massa corporal (IMC) e estimada a partir dos valores de corte sugeridos por COLE et
al. (2000). A descrição das variáveis foi efectuada a partir de freqüências relativas
(percentagens) e absolutas (efectivos).A prevalência de excesso de peso foi de 14.22%
nos rapazes e de 10.99% nas raparigas. Valores mais baixos foram encontrados para
a obesidade, nomeadamente, 2.61% (rapazes) e 1.86% (raparigas). O valor mais
baixo para a prevalência de excesso de peso nos rapazes foi alcançado aos 16 anos
(5.66%) e o valor mais elevado aos 13 anos (22.52%). Nas raparigas, a percentagem
mais baixa foi alcançada aos 7 anos (9.09%) e a mais elevada aos 14 anos (14.63%).
Ao nível da obesidade, e no género masculino, não foi observado qualquer sujeito
aos 16 anos e o valor percentual mais elevado ocorreu aos 7 anos (6.38%). No
género feminino, não foram encontrados indivíduos obesos aos 16 e 17 anos e a
percentagem mais elevada foi presenciada aos 10 anos (6.14%). As crianças e
adolescentes madeirenses apresentaram tendências similares na prevalência do excesso
de peso e obesidade quando comparados com os colegas de Portugal Continental e
de outros países europeus. Os dados reflectem uma prevalência de excesso de peso
considerável nos rapazes e raparigas madeirenses. Medidas e programas de prevenção
para reduzir este factor de risco de doenças degenerativas comuns são recomendados
na Região Autónoma da Madeira - Portugal.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/63_Anais_p263.pdf

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