Prevalência e Fatores Associados à Inatividade Física em Trabalhadores da Indústria da Paraíba.

Por: Valbério Cândido Araújo.

2008 15/12/2008

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Resumo

O objetivo deste estudo transversal analítico de base populacional foi analisar a prevalência e os fatores associados à inatividade física em trabalhadores da indústria do estado da Paraíba. O processo amostral foi determinado em dois estágios: sorteio das empresas participantes, no intuito de ser representativo do conjunto de indústrias constantes na relação fornecidas pelo SESI-PB e sorteio aleatório dos funcionários em cada empresa totalizando uma amostra final de 2022 trabalhadores (71,8% homens e 28,2% mulheres). Para coleta de dados foi aplicado o questionário desenvolvido e validade para a pesquisa “Estilo de Vida e Hábitos de Lazer dos Industriários”, a construção do banco se deu através da leitura ótica dos questionários (software SPHYNX). As análises estatísticas foram realizadas utilizando-se o Software Statistical Package for Social Sciences (SPSS) para Windows - versão 16.01. Características demográficas: 56,8% eram casados, 88,2% não possuíam nível superior, 80,2% tinham até 39 anos de idade e 80,6% dos sujeitos consideravam o nível atual de saúde excelente ou bom (saúde positiva). A prevalência de tabagismo foi de 12,0% (13,8% dos homens e 7,5% das mulheres). O consumo de álcool em excesso foi referido por 36,5% dos respondentes (42,8% dos homens e 19,1% das mulheres). Quanto ao IMC, 2,1% apresentavam baixo peso, 53,9 % peso normal, 36,9% apresentavam sobrepeso e 7,1% foram classificados como obesos. A prevalência de sobrepeso e obesidade foi maior entre os homens. Na avaliação do nível de atividade física, foram verificadas as prevalências de inatividade física nos quatro contextos, sendo, 43,9% de inativos no deslocamento, 24,6% no trabalho, 41,1% nas tarefas em casa e 50,6% no lazer. Verificou-se maior exposição dos homens ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas, fumo, sobrepeso e obesidade. A inatividade física geral (IFG) foi diretamente associada à escolaridade (p<0,001) e IMC (p<0,001) e inversamente associada ao consumo de frutas/verduras (p=0,006). À medida que ocorreu o incremento na faixa etária foi observado aumento na prevalência de inatividade física nos contextos do deslocamento (IFD), trabalho (IFT) e lazer (IFL). Entretanto, para a inatividade física em casa (IFC) quanto maior a faixa etária menor a prevalência. Quanto maior a escolaridade maior a prevalência de IFD, IFT e IFG. Os casados foram os mais inativos fisicamente em casa. Os fumantes foram os mais inativos no deslocamento, casa e lazer. O etilismo foi associado positivamente com IFD e IFT, entretanto apresentou associação inversa como a inatividade física de lazer. Os trabalhadores que consomem frutas/verduras menos de cinco dias por semana foram os que apresentaram maiores prevalências de IFL e IFG, confirmando a associação positiva da prática de atividade física e hábitos positivos à saúde. Não foram encontradas associações entre a prática de atividade física e diabetes, hipertensão e hipercolesterolemia. O sobrepeso/obesidade foi associado à IFD, IFL e IFG. A percepção negativa de saúde foi maior entre os trabalhadores que não praticam atividade física no lazer.

Endereço: http://ppgef.ufsc.br/

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