Profissão Carteiro: Um Estudo das Atividades no Trabalho e Sua Relação com a Saúde

Por: Mário Mecenas Pagani.

99 páginas. 1999

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Resumo

o presente estudo teve como propósito analisar o carteiro convencional a pé, verificando as atividades no trabalho e a sua relação com a saúde. A população deste estudo foi composta por 74 carteiros de Florianópolis-SC, do sexo masculino, com média de idade de 31,62 anos. Este estudo caracterizou-se como descritivo. Aplicou-se um questionário estruturado com o objetivo de caracterizar o grupo, através de dados pessoais e informações referentes a saúde no trabalho. Com uma amostra aleatória composta de 28 carteiros, realizou-se avaliações durante o trabalho, de aptidão fisica e postural, no periodo de outubro a dezembro de 1998. Os resultados foram analisados através da estatística descritiva, inferencial e regressão simples, onde verificou-se que este grupo caracteriza-se por sujeitos casados 59,46%, pertencentes a classe C (47,30%), tendo o II grau completo (63,51%) e a mediana do tempo de serviço de 31,5 meses. Desta população, 66,22% afirmaram não almoçar durante a jornada de trabalho. O calçado utilizado no trabalho, fornecido pela empresa apresentou um índice de insatisfação de 80,60%, principalmente quente e sem amortecimento. A roupa também apresentou valores similares de insatisfação (82,43%), sendo classificada como muito quente e não deixar transpirar. Um total de 72,97% dos carteiros alegaram que o peso transportado na bolsa é inadequado, constatou¬se alguns casos onde a bolsa pesou 24 Kg, sendo o máximo recomendado de 15Kg, sendo transportada somente de um lado do corpo por 58,11 % deles. Destes profissionais 43,20% já tiveram algum tipo de acidente no trabalho, sendo o mais freqüente a mordida de cachorro com 41,67%. O índice de dispensa médica do grupo foi de 50%, onde os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) foi o principal motivo, com 56% dos casos. A principal doença nestes trabalhadores foi a lombalgia com 36,49%. O índice de correção postural apresentou valores bons, porém alguns carteiros apresentaram desvios moderados e severos em mais de um segmento corporal. O índice de capacidade para o trabalho foi bom para 59,46% dos trabalhadores, necessitando ser melhorado. O gasto energético no trabalho foi em média de 1. 769,11 Kcal caracterizando esta atividade laboral como moderada à pesada. A média da distância percorrida durante a entrega das correspondências foi de 10,7 Km. O nível da aptidão fisica geral do grupo foi moderado, necessitando ser incrementado na maioria das variáveis analisadas. O índice de massa corporal (23,14 kg/rm) e a proporção cintura/quadril (0,85cm) apresentaram valores dentro dos padrões de normalidade. O percentual de gordura deste grupo foi de 14,42% e a flexibilidade de tronco e a resistência muscular apresentaram valores abaixo da média. O consumo máximo de oxigênio deste grupo foi de 40,23 , ± 8,07 ml/kg/min. Com estes resultados conclui-se que mais atenção deve ser dada as atividades do carteiro, e que mudanças urgentes necessitam ocorrer, para que esta atividade de trabalho continue a ser eficiente.

Endereço: http://www.nuteses.temp.ufu.br/tde_busca/processaPesquisa.php?pesqExecutada=2&id=2098&listaDetalhes%5B%5D=2098&processar=Processar

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