Projeto de Extensão Universitária Brincar: Ludicidade e Inclusão

Por: Dagmar Maria Gomes da Silva, Eleni Paparounis e Fabia Tuchsznajder Campos.

Congresso Mundial de Lazer 2018

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Resumo

O Projeto de Extensão Universitária Brincar: Ludicidade e Inclusão é norteado no conceito de inclusão social e intelectual, voltado para um público infantil ou juvenil com ou sem algum tipo de deficiência, podendo ser motora e/ou cognitiva, através do lúdico e do lazer. A ludicidade pode ser considerada um dos elementos da educação, pois faz parte da evolução humana, através das interações sociais, da apropriação da cultura e do desenvolvimento motor, como esclarece Rau (2012). O compartilhar dos conhecimentos de forma lúdica também possibilita a ampliação da criatividade, da afetividade e da sensibilidade dos alunos. Os conceitos de jogo, brinquedo e brincadeira acompanham desde cedo a criança e a preparam para o mundo adulto. É por meio do brincar que se faz o ensaio para enfrentar as situações do dia a dia, como exemplifica Huizinga (2000) quando comenta sobre as brincadeiras de luta entre os filhotes no reino animal, os preparando para a caça quando adultos. O projeto se fundamenta no conceito de zona de desenvolvimento proximal cunhado por Vygotsky (1987), que estabelece uma intersecção entre a solução de problemas de forma independente e com a orientação de um adulto ou colaboração de companheiros mais capazes. Portanto, leva-se em consideração a potencialidade do educando e a possibilidade de superar obstáculos e enfrentar desafios. Desde 2008, o projeto tem seu foco no pensamento do Design Social proposto por Victor Papanek e entende que a sala de aula não é o único contexto no qual ocorre a aprendizagem. A metodologia aplicada é da pesquisa ação, na qual há uma estreita relação entre a ação e a resolução para demandas específicas, como jogos, brinquedos e livros multissensoriais em parceria com instituições da comunidade. O Projeto Brincar propõe o desenvolvimento de produtos de forma coletiva e multidisciplinar envolvendo alunos de design gráfico, design industrial e design de moda – modelagem, compartilhando saberes adquiridos durante o curso. Cada um contribui com suas áreas de conhecimento, entretanto, existem vários pontos de convergência e a busca por esses pontos são motivos de integração. Os alunos dedicam 16 horas semanais, das quais quatro horas são presenciais, onde ocorrem os momentos de trocas de informações, busca coletiva de soluções e ideias. No ano de 2017, o parceiro foi o Lar Escola AACD, uma escola certificada de fundamental 1, cujos alunos, entre 11 e 17 anos, são cadeirantes com paralisia cerebral. A instituição recebeu uma biblioteca itinerante composta de um móvel desenvolvido pelos alunos do design industrial e moda, livros em substratos diversos e temas variados concebidos e executados pelos alunos do design gráfico e moda, além de objetos complementares e suportes para leitura vertical. Foram beneficiados 60 jovens e suas famílias, professores, cuidadores e voluntários. O Projeto Brincar levou em consideração as necessidades e potencialidades desses jovens, inclusive o lema da AACD: “não faço por você, mas faço com você”. 

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