Pronera e Cultura Corporal: Uma Análise da Trajetória da Educação Física nos Projetos de Formação de Educadores e Educadoras do Campo, no Estado do Maranhão

Por: Aline Silva Andrade Nunes.

111 páginas. 2010 09/11/2010

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Resumo

Este trabalho visa analisar a trajetória da Educação Física no Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA), destacando-se o Projeto de Formação de Educadores e Educadoras do Campo, no estado do Maranhão, em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Associação em Áreas de Assentamento no Estado do Maranhão (ASSEMA) e outros parceiros. Considera a necessidade de desvelar essa realidade, e o contexto que demarca o objeto de estudo, a partir de questões que permitiram identificar as mediações necessárias para apreender o objeto como síntese no âmbito do pensamento. Formula objetivos para refletir sobre as concepções deEducação Física dos(as) alunos(as) nas formações do cursos do PRONERA, qual o papel atribuído à disciplina e que significados e reflexões acerca da Educação do Campo a Educação Física trouxe para superar as antigas visões acerca do papel das práticas corporais e esportivas para os(as) trabalhadores(as) do(a) campo, principalmente no processo de mudança do paradigma da aptidão física para a concepção de cultura corporal. Verifica como se deu a inserção da Educação Física no Projeto de Formação de Educadores e Educadoras do PRONERA e quais as concepções que fundamentaram o trabalho do grupo de professores que ministraram as disciplinas nas etapas de formação. Busca na base histórica de concepção marxista o caminho metodológico para apreender essa realidade, pois o materialismo histórico-dialético é o referencial teórico que trata das problemáticas do objeto em estudo sob um posicionamento crítico e comprometido com a transformação social. Outras referências fundamentais são: Caldart (2002; 2004), Fernandes e Molina (2004), Taffarel (1997; 2001; 2006), Vendramini (2007), Braz e Netto (2007) e Carcanholo (2000) nas questões relativas ao campo, políticas sociais de educação, Estado e capitalismo. No tocante à Educação Física, cultura corporal, corpo, ressalvam-se as contribuições de Coletivo de Autores (1992), Escobar (1995), Capela (2000), Silva (1999), Castellani Filho (2003), Carvalho (2000) e Bröhm (2007). O percurso metodológico se concretiza por meio de pesquisas bibliográfica, documental e de campo. Constata a crescente aproximação daEducação Física, sob a perspectiva da cultura corporal, nos projetos promovidos pelo PRONERA. As análises das falas dos sujeitos entrevistados na pesquisa de campo apontaram uma perspectiva de transformação da realidade do campo.

Endereço: http://www.tedebc.ufma.br/

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