Proposição de Uma Metodologia Para Coleta de Dados da Virada no Nado Crawl

Por: Graziela Aveline Silveira.

2007

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Resumo

Este estudo teve como objetivo propor uma metodologia para realização de coletas de dados na virada no nado Crawl, através de métodos de medições biomecânicas levando em consideração a distância para analise da performance e o número de execuções. É caracterizado como um estudo descritivo. Os dados foram coletados nas dependências da piscina do CEFID/UDESC e tratados no Laboratório de Pesquisas em Biomecânica aquática da mesma instituição. Os sujeitos da pesquisa foram 11 nadadores da Equipe da Academia Limit, Florianópolis, SC, federados junto a Federação Aquática de Santa Catarina (FASC). Para coleta de dados foram utilizadas seis câmeras filmadoras (f=30Hz) e uma plataforma de força subaquática, acoplada a um suporte para fixação na parede da piscina e embutida em uma moldura com a finalidade de fornecer aos atletas a sensação de estarem tocando na parede da piscina. Cada nadador realizou 8 execuções. Os dados dinamométricos foram processados pelo sistema SAD 32 e os cinemático por softwares de edição de imagem. Variáveis analisadas: pico de força (PMn), tempo de contato (TC), impulso (Imp), tempo de virada em 10 metros (TV10M) e tempo de virada em 15 metros (TV15m). Foi utilizada estatística descritiva e para relacionar as variáveis foi utilizado o teste de Spearman (p<0,05). Para determinar o número de execuções foi utilizado o teste U de Mann-Whitney e Kruskal-Wallis, assim como valores de média acumulada e coeficiente de variação acumulado. Através dos resultados foi possível observar que para avaliar um grupo de atletas com características semelhantes as dos atletas deste estudo, a performance na virada deve ser verificada em 10 metros, pois quando analisada a performance em 15 metros, 67% do tempo total de virada corresponde ao nado, enquanto que ao se analisar a performance em 10 metros, o tempo de nado representa 48% do tempo total de virada. Considerando a performance em 10 metros facilita a coleta de dados, utilizando menor número de câmeras focando a análise na virada propriamente dita e não na fase de nado. Com relação ao número de execuções, todos os testes utilizados para comparar os grupos de execuções não mostraram diferenças. Entretanto, os valores de coeficiente acumulado apresentaram graficamente uma estabilização a partir da terceira repetição. Através dos valores de média acumulada foi observado que quando o número de execuções aumenta, a performance da virada diminui, o que poderia ser relacionado a fadiga do nadador. Portanto, sugere-se que a performance da virada, seja avaliada com quatro execuções (uma a mais que observada nos resultados), como forma de segurança para o pesquisador.

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