Psicologia do Esporte: Produção Científica em Programas de Pós-graduação em Educação Física e Psicologia de Minas Gerais (1980-2012)

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133 páginas. 2018 21/06/2018

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Resumo

O objetivo deste estudo foi analisar a produção científica em Psicologia do Esporte, em Minas Gerais-MG, nos Programas de Pós-Graduação (PPG) stricto sensu em Psicologia (PSI) e Educação Física (EFI), recomendados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES, que apresentavam teses e dissertações sobre temáticas relacionadas à Psicologia do Esporte (PE), entre 1980 e 2012. Esta análise teve como finalidade subsidiar debates nos campos da PSI e da EFI, especificamente da PE, sobre o que e como pesquisar, contribuindo para a tomada de decisão sobre políticas científicas na área e definir prioridades nos programas de pósgraduação em PSI e EFI. Para atingir tal objetivo, realizou-se uma pesquisa descritiva, bibliográfica e caracterizou-se também como uma pesquisa denominada metaciência. Os estudos foram analisados segundo as técnicas de análise de conteúdo de Bardin (1977) e os dados apresentados em termos de frequência das categorias analisadas: programas de pós-graduação e as instituições em que estavam alocadas; as dissertações, seus respectivos autores(as) e orientadores(as), temáticas e abordagens teóricas da PSI adotadas nas pesquisas, tipos de sujeito da pesquisa, áreas de formação e gênero dos autores e orientadores e ano de defesa. Os resultados indicaram que as instituições de MG produziram cinquenta e cinco dissertações sobre PE, no período entre 1980 e 2012. Seis instituições tinham PPGs em PSI, mas apenas o programa da Universidade Federal de Uberlândia apresentou dissertações com temáticas sobre PE (5% da produção total). Em relação à EFI, três instituições tinham PPGs - Universidade Federal de Minas Gerais e da Universidade Federal de Juiz de Fora/Universidade Federal de Viçosa - que apresentaram cinquenta e duas dissertações com temáticas sobre PE (95% da produção total). No que se refere aos autores, na categoria formação, 70% tinham formação em EFI; 9% formação em PSI; 9% formação em Fisioterapia (FIS); 8% formação dupla e 4% com formação não identificada; na categoria gênero, 67% eram do sexo masculino e 33% do sexo feminino. Resumindo, houve dominância de formação EFI e dominância masculina. Em relação aos orientadores, na categoria formação, 67% eram da área EFI e 33% da área PSI; na categoria gênero, 67% eram do sexo masculino e 33% do sexo feminino. Houve, portanto, dominância da EFI e dominância masculina. Quanto aos tipos de sujeito nos estudos das dissertações, 71% eram atletas, 25% treinadores, 2% árbitros e 2% outros. As temáticas abordadas foram assim distribuídas: análise do estresse psíquico (25%); Liderança do treinador ( 9%); Qualidade de vida do atleta (7%); Expert performance do atleta (7%); Expert performance de treinador (7%); Carreira de atleta (5%); Motivação (5%); - Treinamento mental (5%) e outros. As abordagens da PSI mais utilizadas foram a cognitivo-comportamental (96%), psicanalítica (2%) e psicossocial (2%). Os resultados foram discutidos à luz dos desenvolvimentos históricos da PE nacional e internacional e da Teoria dos Campos, de Pierre Bourdieu (1983). A partir desses resultados, concluiu-se que ações devem ser dirigidas para promover o crescimento e desenvolvimento da PE, em Minas Gerais: (1) especialmente entre os PPGs stricto sensu da área de PSI estudarem, num projeto conjunto de vários programas, abrir uma linha de pesquisa em PE; (2) oferecimento da disciplina Psicologia do Esporte na grade dos cursos de PSI; (3) estudar a possibilidade de ofertar um curso de especialização de PE; e (4) analisar o universo feminino da Psicologia sob a ótica do gênero e sua relação com o esporte e atividades físicas.

Endereço: http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/handle/1843/BUOS-B4TFZ5

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