Punhobol: Efeitos de Uma Proposta de Intervenção Pedagógica na Educação Física Escolar

Por: Laura Garcia Jung.

121 páginas. 2018 04/05/2018

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Resumo

Este estudo objetivou verificar a percepção de professores e alunos sobre a prática do punhobol na Educação Física (EF) escolar. A pesquisa caracteriza-se como uma intervenção pedagógica. A amostra foi composta de professores e alunos de 5º a 8º anos do ensino fundamental, da rede regular municipal de ensino de Pelotas. Foi ofertada uma formação continuada sobre punhobol para os professores, com entrega de materiais didáticos e esportivos. Ao final de dois meses foi realizado um festival esportivo com equipes de onze escolas envolvendo 125 crianças e jovens. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário para os professores e alunos, que continha questões que se referiam à percepção dos professores sobre a viabilidade do punhobol, satisfação e a participação nas aulas. Para os alunos o questionário abordou questões em relação ao nível de satisfação sobre o punhobol e a percepção sobre a participação dos colegas. Responderam ao instrumento 15 professores e 50 alunos. Quanto a satisfação sobre a aplicabilidade e viabilidade do punhobol na escola, todos professores declararam que estão satisfeitos. Sobre a satisfação em relação às suas aulas, após a intervenção 20% (n=3) dos professores estão bem mais satisfeitos com suas aulas, 60% (n=9) estão mais satisfeitos e apenas 20% (n=3) disse que permanece como antes. Quando questionados sobre sua percepção se os conteúdos desenvolvidos favoreciam a participação dos alunos, antes da intervenção 26,7% (n=4) disseram que sempre, após a intervenção com punhobol houve um aumento para 40% (n=6). Antes da intervenção com punhobol 40% (n=6) dos professores percebiam que os alunos participavam sempre das aulas. Após a intervenção houve diferença positiva de 66,7% (n=10) no envolvimento dos alunos nas aulas. Após a introdução do punhobol nas aulas de EF, 33,3% (n=5) dos professores perceberam que aqueles alunos que têm mais resistência em participar das aulas práticas, tornaram-se mais participativos. Dos seis professores que possuem alunos com deficiência, 26,7% (n=4) relatou que as adaptações propostas favoreceram a participação deles. Todos os professores estão satisfeitos com a formação de punhobol. De acordo com as respostas dos alunos, todos sentiram-se felizes ou muito felizes nas aulas de EF em que foi desenvolvido o punhobol. Durante as aulas de EF eles praticaram juntos, sem distinção entre meninas e meninos e afirmaram que eles conseguiram praticar essa nova modalidade. Quando questionados se querem continuar jogando punhobol, 94% (n=47) disseram que sim. Este estudo mostrou que o punhobol tem potencial para ser desenvolvido nas aulas de EF e é um conteúdo a somar no planejamento das aulas, pois contribui com o desenvolvimento dos alunos por ser uma modalidade que favorece a participação de todos e é capaz de promover a prática esportiva no meio escolar e em atividades no tempo livre. 

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