Quais os Efeitos de Um Treino de Mobilidade e Ginástica nos Componentes da Capacidade Funcional em Pessoas com Doença de Parkinson?

Por: F. A. Barbieri, J. A. Castro, L. C. Morais, , M. B. Pestana, R. Vitório e V. A. I. Pereira.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

A doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa caracterizada pela morte de neurônios dopaminérgicos. A morte desses neurônios acarreta no aparecimento de diversos comprometimentos motores, como acinesia, e bradicinesia, rigidez muscular, tremor em repouso, alterações posturais e da locomoção, e cognitivos. Esses comprometimentos afetam as atividades diárias de pessoas com DP, porém a prática de atividade física pode contribuir para o retardo da morte dos neurônios dopaminérgicos, diminuindo então os comprometimentos que surgem ao longo do tempo. No entanto, não se sabe ao certo qual o melhor tipo de intervenção para essa população. Desta forma, o objetivo deste estudo foi analisar o efeito de diferentes programas de atividade física na capacidade funcional de pessoas com doença de Parkinson. Participaram deste trabalho 72 idosos com DP idiopática, entre os estágios 1-3 da escala de Hoehn e Yahr (H&Y). Eles foram divididos em três grupos com diferentes programas de atividade física: mobilidade (n=24) onde o foco era promover a melhora da postura e da locomoção; ginástica (n=25) que através de atividades gerais buscou melhorar os componentes da capacidade funcional; e ativamente (n=23) que tinha objetivo de promover o convívio psicossocial entre os pacientes, através de atividades não motoras. Foram aplicados para todos os grupos 64 sessões de intervenção em 8 meses. Os pacientes que obtiveram pelo menos 70% de presença foram avaliados em uma bateria de testes de capacidade funcional em 2 momentos: antes e após intervenção. Foram avaliados os seguintes componentes da capacidade funcional: coordenação, equilíbrio, agilidade, força, resistência aeróbia e flexibilidade, mobilidade, postura e locomoção. Além disso, os participantes foram avaliados clinicamente. Para análise estatística, foi utilizada ANOVA com fator para grupo (p<0,05). Os resultados para fator principal do treino apontaram melhora na força e na locomoção (Gait Index), além de aumento no estágio da H&Y após o treino. Para fator principal grupo, não houve diferença significativa. Para interação entre treino e grupo, os grupos mobilidade e ativamente apresentaram melhora no equilíbrio após o período de treinamento. Ainda, o grupo ginástica apresentou melhora na força de membros inferiores enquanto o grupo ativamente apresentou melhora cognitiva após intervenção. Os grupos ginástica e mobilidade apresentaram melhor resultado para força comparados ao grupo ativamente e o grupo mobilidade apresentou melhora na coordenação motora fina em relação aos outros grupos após o treinamento. A partir dos resultados, pode-se concluir que as intervenções proporcionaram benefícios de acordo com os objetivos propostos por cada treinamento para as pessoas com DP. No entanto, o treino de mobilidade parece proporcionar melhoras em componentes da capacidade funcional, não esperado para este tipo de treinamento, o que sugere ser um tipo de treinamento mais indicado para esta população.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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