Qualidade de Vida e Autoconceito de Atletas Paranaenses de Basquetebol em Cadeira de Rodas

Por: Andressa Ribeiro Contreira, Aryelle Malheiros Caruzzo, Fernanda Gimenez Milani e Vinícius Machado de Oliveira.

Conexões - v.16 - n.4 - 2018

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Resumo

Este estudo objetivou investigar a qualidade de vida e o autoconceito de atletas paranaenses de basquetebol em cadeira de rodas. Fizeram parte do estudo atletas, do sexo masculino, participantes da 2ª etapa do Paranaense de Basquete em Cadeira de Rodas, sediada na cidade de Maringá-PR. Para a coleta de dados foram utilizados o questionário Medical outcomes study 36 - item short – form health survey - SF-36 (CICONELLI, 1997) e a Escala Fatorial de Autoconceito – EFA (TAMAYO, 1981). Para análise dos dados, foram utilizados os testes Kolmogorov-Smirnov, Mann-Whitney e coeficiente de correlação de Spearman, adotando-se (P≤0,05). Os resultados evidenciaram que a maioria dos atletas possui um alto nível de autoconceito e bom nível de qualidade de vida. Na comparação entre a percepção da qualidade de vida conforme a classificação do autoconceito os atletas com alto nível de autocontrole apresentaram maior score de qualidade de vida para a dimensão “limitação por aspectos físicos”, sendo esse valor significativamente maior quando comparados aos atletas de nível baixo/médio (p= 0,029*). Não foram encontradas correlações fortes entre as dimensões da qualidade de vida e autoconceito. Atletas de paradesporto da modalidade de basquetebol de cadeira de rodas apresentaram bons níveis de qualidade de vida e autoconceito.

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Endereço: https://doi.org/10.20396/conex.v16i4.8648674

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