Qualidade de Vida em Função do Nível da Prática de Atividades Físicas de Idosos Residentes em Meio Urbano e Rural do Município de Palmas/PR

Por: Cezar Grontowski Ribeiro.

110 páginas. 2014 14/08/2014

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Resumo

Introdução: O envelhecimento no Brasil é alvo de inúmeras pesquisas, mas há menor número de produções quando se buscam informações sobre a qualidade de vida (QV) de idosos rurais e urbanos, principalmente em função do nível de atividade física (AF). O objetivo geral desse estudo foi analisar a qualidade de vida em função do nível da prática de atividade física em idosos residentes em meio rural (MR) e urbano (MU) do município de Palmas/PR. Metodologia: Esta pesquisa caracterizou-se pela abordagem quantitativa e de cunho descritivo transversal. A amostra foi constituída por 497 sujeitos que foram estratificados por sexo e local de moradia (zona rural e urbana) sendo 358 idosos residentes na área urbana e 139 residem nas comunidades rurais. Utilizou-se como instrumentos de análise: para avaliação da condição cognitiva o Mini-Exame do Estado Mental (MEEM); para mensuração da qualidade de vida os questionários Whoqol-Bref e Whoqol-Old; para verificar o nível de atividade física o IPAQ - versão curta; e para avaliar a condição econômica o questionário da ABEP. Resultados: Os dados do presente estudo evidenciaram que a percepção geral da qualidade de vida relatada pelos idosos do MR foi melhor que a dos idosos do MU. A análise do nível de atividade física em função do local de residência demonstrou que há diferenças de acordo com o local de residência, sendo que o MR está associado ao fato dos sujeitos serem mais ativos fisicamente, enquanto que residir no MU está associado a um maior número de sujeitos insuficientemente ativos ou sedentários. Não foi encontrada associação entre a idade e o sexo com melhores níveis de qualidade de vida quando relacionada aos níveis de atividade física. Independente do local de residência as médias dos escores de avaliação geral da QV dos sujeitos ativos foram mais elevados que os insuficientemente ativos, dessa forma infere-se que a manutenção de uma vida ativa é fundamental para a melhoria da saúde e qualidade de vida do idoso, independente do meio em que resida. Conclusão:Os dados do presente estudo fornecem evidências de que a QV é influenciada positivamente, tanto pela manutenção de níveis satisfatórios de prática de atividades físicas, quanto pelo fato de residir no MR. Destaca-se que há necessidade de se planejar ações que garantam ao idoso o acesso a uma vida mais ativa, por meio de programas específicos que garantam a realização de atividades físicas de forma regular, bem como, se realizem orientações e atividades de conscientização por meio das equipes da Saúde da Família, tanto em meio rural como urbano, com o objetivo de conscientizar essa população e reduzir os índices de sujeitos insuficientemente ativos e sedentários, cuja taxa elevada causam incapacidades funcionais que impactam negativamente em sua saúde.

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