Qualidade de Vida em Idosos Praticantes de Hidroginástica e Natação: Percepções e Comparações

Por: A. A. Machado, G. L. Isler, J. P. Silva, L. R. Cecarelli, M. Bocato e M. F. T. Oliveira.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

A busca por uma melhor qualidade de vida tem feito parte dos planos de muitas pessoas nos diversos âmbitos da sociedade contemporânea, fato que a tem feito adentrar os mais diversos ambientes, desde o empresarial, até o recreacional. Em seus momentos de lazer, o indivíduo pode se dedicar as mais diversas atividades, dentre elas se encontram as práticas esportivas e de exercício físico regular. Vivências que podem ser, desde que corretamente orientadas, promotoras de saúde e bem-estar aos seus praticantes. A terceira idade, parcela da sociedade que tem apresentado elevado crescimento e demonstrado ser potencial consumidora das práticas referidas acima, tem se envolvido com as mesmas de maneira muito frequente e dedicada. Estes fatos motivaram o presente estudo que tem por objetivo identificar e comparar os níveis percebidos de qualidade de vida em idosos praticantes de hidroginástica e natação. A coleta de dados foi realizada com o uso do inventário WHOQOL-bref, desenvolvido pela OMS, que tem por objetivo mensurar a qualidade de vida dos respondentes em quatro domínios (físico, psicológico, relações sociais e meio ambiente). Tal inventário foi respondido por 20 idosos, sendo 10 praticantes de hidroginástica e outros 10 de natação. Para a análise, a qual foi baseada nas recomendações da OMS, foram utilizadas a estatística e a análise descritiva dos dados. Os resultados demonstraram que na comparação entre as atividades, os praticantes de natação perceberam ter uma melhor qualidade de vida (N=4,35; H=4,25) e se demonstraram mais satisfeitos com sua saúde (N=4,15; H=3,75). Quanto à análise dos domínios, os praticantes de natação perceberam níveis considerados bons de qualidade de vida (entre 4 e 4,9), enquanto os praticantes de hidroginástica demonstraram níveis regulares (entre 3 e 3,9) nos domínios, físico (N=4; H=3,8), social (N=4,3; H=3,9) e meio ambiente (N=4,1; H=3,9). No domínio psicológico os participantes demonstraram piores níveis de qualidade de vida (N=2,8; H=3,1). Os dados apresentados demonstraram que os praticantes de natação perceberam ter uma melhor qualidade de vida nos domínios físico, social e meio ambiente e estarem mais satisfeitos com sua saúde, quando comparados aos praticantes de hidroginástica. Com relação aos domínios, o mais bem qualificado em ambos os grupos foi o domínio social, o qual normalmente é estimulado nas práticas que envolvem idosos. O domínio psicológico em ambas as práticas foi o menos qualificado, demonstrando que necessita de atenção por parte dos profissionais e praticantes envolvidos. Devido ao número de participantes e as particularidades do estudo cabe destacar a importância de não generalização destes dados. Apoio Claretiano - Faculdade.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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