Qualidade de Vida e Avaliação Fisica em Intoxicados Por Mercurio: Estudo Observacional Transversal Descritivo

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2005 01/06/2005

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Resumo

Uma das agressões à biologia humana que desafia a relação saúde-doença no âmbito coletivo do mundo do trabalho é constituída pela contaminação do mercúrio metálico em nosso meio. Ela se dá através da aspiração dos vapores, ingestão de pequenas quantidades ou mesmo pelo contato dérmico. Objetivou-se com o presente estudo explorar o desenvolvimento de linha de pesquisa pioneira em nosso meio de aplicação da atividade física sistemática para a reabilitação de trabalhadores intoxicados ocupacionalmente com mercúrio na Grande São Paulo ? SP. Especificamente, tratou-se de mensurar possíveis alterações existentes no interior dessa população quanto à qualidade de vida e capacidades físicas. Para tal, formou-se grupo de pesquisa composto por quatorze mulheres e 33 homens, de 21 a 57 anos de idade, com média de 41,7, trabalhadores urbano-industriais da Grande São Paulo, intoxicados por Hg. Procedeu-se anotação das queixas clínicas dos doentes através de solicitação dirigida não indicativa em procedimento de consulta médica; aplicação de questionário de qualidade de vida (QV), o SF36, bem como realização de avaliações referentes à força muscular, que geraram o índice motor (IM), coordenação motora de membros superiores e inferiores e equilíbrio estático e dinâmico. Os resultados obtidos são indicados no plano descritivo através de distribuição de freqüência com medidas de centralidade e de posição; as inferências foram testadas pela prova de qui-quadrado e pela correlação linear de Spearman. Para a Regressão Múltipla, procedeu-se análise dos valores absolutos das variáveis dependentes (domínios do SF36), levando-se em consideração as independentes, idade, sexo, força muscular, coordenação motora e equilíbrio. Adotou-se p<0,05 como nível de significância. Constata-se que a percepção subjetiva da QV é inferior às de outros grupos populacionais em que o referido instrumento tem sido aplicado, destacadamente doentes coronarianos e ex-combatentes da Guerra do Golfo. Embora situações com relevante déficit funcional tenham ocorrido, não foram encontradas de forma sistemática nesta investigação. Em geral, pode-se apontar que os participantes não apresentam prejuízos destacados nas origens nervosas e conseqüentes inervações musculares, expressam boa quantidade de força para os testes executados e IM de 96; com relação às diferenças de gênero para esta prova, os homens demonstraram significativa superioridade, observou-se adicionalmente que pessoas mais idosas têm menores escores nos testes e menor IM. Acerca da coordenação motora, identificou-se baixo desempenho em apenas três das 36 provas adotadas, sendo que o melhor nível de rendimento foi acompanhado em 85,63% dos casos. A respeito do equilíbrio, deficiências estão presentes em nove das 13 avaliações, no entanto, 95,42% das respostas estão dentro da normalidade. Encontrou-se forte interação entre força muscular e domínios propostos pelo SF36, em especial no sexo masculino. A coordenação motora se mostrou relevante para a Vitalidade e a capacidade de equilíbrio apresenta relação negativa com alguns domínios do componente mental.

Endereço: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000361128&opt=1

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