Qualidade de Vida na Carreira Profissional de Professores de Educação Física do Magistério Público Estadual/rs

Por: Carlos Augusto Fogliarini Lemos.

2007 27/02/2007

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Resumo

O objetivo deste estudo foi analisar o nível de qualidade de vida percebida na carreira docente em Educação Física do Magistério Público Estadual/RS, de acordo com os Ciclos de Desenvolvimento Profissional (CDP). Esta pesquisa descritiva-exploratória utilizou como instrumentos de coleta de dados o QVT-PEF (Both et al, 2006) e o Perfil do Estilo de Vida Individual (Nahas et al, 2000). A seleção da amostra foi estratificada proporcional às regiões geográficas do estado e aleatória por conglomerados, incluindo 380 professores de Educação Física (141 professores e 239 professoras), com média de idade de 40,18(DP=8,16; 23-60 anos). Na análise dos dados foram empregados o Teste Qui-quadrado, o Teste Kruskal Walis e o Teste Exato de Fischer, cujo nível de significância foi de p<0,05. Os resultados mostraram que a maioria dos professores encontra-se satisfeita com a qualidade de vida no trabalho (QVT), com exceção da dimensão remuneração e compensação. O aumento do nível de satisfação da qualidade de vida no trabalho está associado ao avanço na carreira docente, onde os professores do ciclo de estabilização apresentaram os níveis mais elevados. Considerando as variáveis demográficas e os CDP, enquanto que os níveis de insatisfação em relação ao salário e as condições de trabalho foram observados entre os professores do sexo feminino e os docentes pós-graduados dos ciclos de consolidação e estabilização, os maiores níveis de satisfação foram relatados pelos professores casados do ciclo de diversificação e os docentes do ciclo de consolidação que atuam em uma escola. Em relação ao perfil do estilo de vida individual (PEVI), a maioria dos docentes apresentou percepção positiva, sendo que os docentes dos ciclos de entrada e de consolidação demonstraram um perfil mais positivo. Na associação dos componentes do PEVI e as características demográficas, os melhores hábitos alimentares foram relatados pelas professoras, pelos docentes na faixa etária de 40 a 49 anos e com mais tempo de serviço na escola. Os comportamentos mais ativos foram verificados entre os docentes da faixa etária de 40 a 49 anos e com carga horária semanal de 40 horas ou mais. A preocupação com o comportamento preventivo é mais efetiva entre os professores acima de 30 anos, casados e com maior tempo de serviço na escola. Os professores homens, mais jovens, somente graduados e com mais tempo de serviço na escola apresentaram perfil positivo mais elevado de controle de estresse do que os demais. Recomenda-se ao governo estadual a implementação de ações de valorização da profissão docente e melhorias das condições de trabalho, bem como de programas de formação continuada sobre os componentes do PEVI. Sugere-se ainda a continuidade desta investigação para contemplar outros estados e regiões brasileiras e também para aprofundar sobre o nível de associação entre os parâmetros individuais e sócio-ambientais da qualidade de vida.

Endereço: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/89948

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