Que Autonomia é Essa? : Uma Etnografia com Professores de Educação Física em Uma Escola da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre-rs

Por: Camila da Rosa Medeiros.

160 páginas. 2016 00/00/0000

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Resumo

Esta dissertação de mestrado busca na etnografia, compreender como se configura a autonomia de professores de Educação Física em uma cultura particular da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre? Assim, partindo dessa problemática, o referencial teórico que da suporte a esta dissertação se pauta no entendimento de que a escola e a Educação Física não são “células” individuais, separadas da sociedade em que se inserem e sim são parte importante no processo de construção e reconstrução desta, sendo influenciadas ao passo que também influenciam neste processo. Nesse sentido, primeiramente busquei contextualizar a partir da sociologia e da pedagogia crítica, de que maneira entendo essa relação de entre a instituição escolar e a sociedade contemporânea, partindo da relação entre o contexto macrossocial e o trabalho docente, pensando nas forças que operam e interferem no cotidiano escolar, nos processos de ensino aprendizagem e nas condições de trabalho docente. Partindo desse entendimento, construí paralelamente, o entendimento de autonomia docente que a partir de Contreras (2012) e Freire (2013), caracterizada não apenas como liberdade do “fazer”, mas também um processo de emancipação, coletivo - através de relações - que visa à transformação de toda a retórica neoliberal que circunscreve o sistema educacional brasileiro. Assim, liberdade e autonomia são conceitos que demandam reflexão, consenso entre o discurso e a ação, consciência do lugar que se está situado. Refletindo sobre a questão norteadora deste estudo e a complexidade das relações inseridas no objeto de estudo, a opção pela etnografia se dá na medida em que possibilita a interpretação dos aspectos simbólicos que configuram o contexto estudado e que só é possível a partir de uma imersão do pesquisador no campo e descrição densa das relações estabelecidas ali. Por sua vez, o trabalho de campo teve duração de quatro meses – agosto a dezembro de 2014 – utilizando como principal instrumento de coleta de informações a observação participante, juntamente a análise de documentos como o PPP da escola, currículo construído pelo coletivo docente da EFI e o Documento orientador para o ano letivo de 2016 instituído nas escolas da RMEPOA. Utilizei registros em diários de campo e entrevistas semiestruturadas. A partir da análise das informações se delinearam duas principais categorias “Autonomia da escola: gestão administrativa e pedagógica” e “Representações sociais e autonomia da EFI”. Assim, as interpretações realizadas demonstram que no contexto pesquisado a autonomia é ”encharcada” por diversas representações sociais, construídas pelo coletivo docente e equipe diretiva. Estas representações estão ligadas ao entendimento de que a autonomia do professor de Educação Física está relacionada ao pedagógico. O estudo também demonstra que em contextos com modelos de gestão “verticais” a autonomia tem menor possibilidade de ser integral.

Endereço: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/153262

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