Recreação e Promoção da Saúde: Experienciando Uma Oficina de Brinquedos

Por: Adriana Aparecida da Fonseca Viscardi, , Daliana Stephanie Lecuona, Juliana de Paula Figueiredo, Miraíra Noal Manfroi e Verônica Werle.

Congresso Mundial de Lazer 2018

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Resumo

A recreação mostra-se como uma forte aliada na promoção da saúde. No tratamento de bebês, aumenta-se a necessidade de estratégias e da criatividade para construir recursos que atendam às demandas e contribuam para o desenvolvimento geral da criança. Nessa perspectiva, este trabalho tem como objetivo apresentar e refletir sobre uma oficina de construção de brinquedos voltada a pais e profissionais da área da saúde que atuam com bebês. A iniciativa, com duração de três horas, ocorreu no contexto de um projeto de extensão em uma universidade pública de Florianópolis (SC, Brasil), cujos responsáveis foram estudantes e professores dos cursos de graduação em Educação Física e Fisioterapia. Houve maior participação de profissionais e estudantes, em comparação aos pais; aqueles relataram terem buscado a atividade em função da necessidade de formação e atualização profissional, bem como da dificuldade em conseguirem recursos financeiros para compra de brinquedos nas instituições onde atuam, sendo a oficina com materiais alternativos uma possibilidade de amenização desta dificuldade. Inicialmente foram apresentadas informações sobre o desenvolvimento de crianças de zero a dois anos de idade e a importância dos estímulos visuais, sonoros e táteis que podem ser proporcionados por meio da construção de brinquedos com materiais alternativos. Em seguida, foi exposto um vídeo que instigou os participantes a refletirem sobre a produção e a comercialização dos brinquedos na sociedade, abordando aspectos relativos ao consumismo, à existência (ou não) do brinquedo de menino e de menina, à alusão às datas comemorativas e aos materiais com que são produzidos. Posteriormente, foram apresentados sites sobre brinquedos artesanais e, por meio de imagens, algumas possibilidades de construção dos mesmos para bebês, de modo a explorar os sentidos e a promover o desenvolvimento físico e cognitivo, como garrafas plásticas enfeitadas com fita de cetim e outros adornos; móbiles; recipientes plásticos preenchidos com areia, pedras e bolinhas; sacos plásticos lacrados preenchidos com gel; entre outros. Por fim, propôs-se a construção de brinquedos a partir de caixas de papelão, de diferentes tamanhos, de modo que cada face da caixa proporcionasse estímulos diferentes, resultando em diferentes tipos de caixas de papelão multissensorial. Foram disponibilizados inúmeros objetos, como barbantes, rolos de papel higiênico, garrafas pet, lãs, tecidos, tampas, tintas, caixas de ovos, papeis coloridos, entre outros materiais recicláveis, os quais foram levados pelas organizadoras e pelos participantes. Durante a construção dos brinquedos, refletiu-se sobre a possibilidade de, com materiais simples, criar algo atrativo, útil e construtivo ao contexto a que se propõe, vislumbrando suas potencialidades de aplicação. No decorrer da oficina, a relação de troca de ideias, conhecimentos e auxílios entre os participantes e os mediadores desencadeou a construção de brinquedos que, a partir de materiais simples, mostraram-se fáceis de construir e, de forma mais ampla, podem ser capazes de promover saúde às crianças, por meio do brincar. Experiências como esta oficina podem contribuir para reflexões (e, quiçá, intervenções) sobre a promoção da saúde, em uma perspectiva multidisciplinar, podendo favorecer ludicamente o desenvolvimento físico e cognitivo de bebês, bem como otimizar o trabalho dos profissionais e familiares envolvidos.

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