Reformulação Curricular na Escola de Educação Física da UFMG o Processo de Construção de Diferentes Versões Curriculares (1974-1976)

Por: Jacqueline Fidelis Faria.

XV Congresso de História do Esporte, Lazer e Educação Física - CHELEF

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Resumo

Esta pesquisa em desenvolvimento tem como objeto de estudo o processo de reformulação curricular ocorrido na escola de Educação Física da UFMG entre 1974 e 1976. O objetivo principal do trabalho é compreender como se deu o referido processo e que fatores o influenciaram durante seu desenvolvimento. O recorte temporal proposto situa-se entre 1974 – ano em que foi elaborada e indeferida a primeira versão curricular submetida ao Conselho de Graduação – e 1976, quando o segundo currículo proposto foi aprovado. Estão em análise diferentes versões curriculares, tanto as tentativas de reformulação (de 1974 e 1976) quanto o currículo que vigorava em 1974. Investiga-se como se deu o processo de elaboração e reelaboração das propostas de reformulação curricular e quais modificações e permanências podem ser percebidas entre a primeira e a segunda proposta. Quem eram os sujeitos envolvidos nesse processo? Quais os critérios observados no processo de reformulação do currículo aprovado em 1976? Como se deu a participação do corpo discente nesse processo? As reformulações tinham como pano de fundo a qualificação da formação ou se configurou apenas como algo protocolar/burocrático? Para o desenvolvimento deste trabalho estão sendo utilizadas como fontes prioritárias, documentos presentes nos Fundos Institucionais do Centro de Memória da Educação Física, do Esporte e do Lazer (Cemef) da Escola de Educação Física da UFMG, tais como: diferentes versões curriculares; ementas das disciplinas, ofícios; livros de ata; bem como o acervo do Conselho Graduação, pertencente à Secretaria Administrativa da Pró-Reitoria de Graduação da Universidade. O desenvolvimento desta pesquisa baseia-se nos procedimentos metodológicos da pesquisa histórica, tomando como referência alguns pressupostos da Micro-história, principalmente a redução e variação de escala (Revel, 1998). Na tentativa de responder aos diversos questionamentos suscitados podemos recorrer às noções de estratégias de acomodação, conciliação e negociação, operadas por Rodrigo Patto Sá Motta (2014). Por meio da análise das fontes buscamos compreender se o processo de reformulação curricular, ocorrido no período da ditadura militar, valeu-se dessas estratégias.

Referências

MOTTA, Rodrigo Patto Sá. As universidades e o regime militar: cultura política brasileira e modernização autoritária. – 1.ed. – Rio de Janeiro: Zahar, 2014.

REVEL, Jacques (Org.). Jogos de Escalas: a experiência da microanálise. Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas, 1998.

Fonte de financiamento: Fapemig.

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