Regulação e Ativação das Células Satélites Durante a Regeneração Muscular

Por: Danielle Kaiser de Souza, Elaine Cristina Leite Pereira, Henrique Rodrigues, Jamila Reis de Oliveira, João Luiz Quagliotti Durigan, Jonato Prestes, Marcia Mendes Carvalho e Natália Barrel Cota.

Revista Brasileira de Ciência & Movimento - v.23 - n.3 - 2015

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Resumo

O objetivo do presente estudo foi revisar a literatura sobre os aspectos histológicos das células satélites (CSs), seu papel na regeneração de lesões musculares mediadas e os sinais que levam a ativação e diferenciação das CSs em novos miócitos. As bases de dados eletrônicas PubMed, SciELO e MedLine foram consultadas retroscpectivamente no período de 1990 a 2014 usando as palavras-chave células satélites, regeneração muscular, “satellite cells”, “muscle repair”, “injured muscular tissue” e “muscle stem cells”. Com a estratégia inicial foram selecionados artigos cujo delineamento representasse pesquisas experimentais em animais e humanos, revisões críticas e sistemáticas. Os fatores que atuam nas células satélites são dinâmicos e podem levar a uma maior compreensão da participação dessas células nos processos de regeneração tecidual. A interação com essas células promove ações positivas e negativas, levando a ativação ou inibição de suas atividades. O processo inflamatório, bem como a atuação de fatores de crescimento atuam positivamente na diferenciação e proliferação celular, porém, anti-inflamatórios e glicocorticoides podem alterar o ciclo dessas células essenciais para o remodelamento tecidual. A regeneração do músculo esquelético é um processo orquestrado que envolve a ativação e diferenciação das CSs. O entendimento das interações celulares com os diversos fatores parácrinos e endócrinos, como HGF (fator de crescimento hepatocitário), IGF (fator de crescimento semelhante a insulina), MRFs (fatores regulatórios miogênicos), IL-6 ( interleucina-6), VEGF (fator de crescimento vascular endotelial), Myf5 (fator miogênico 5), MRf4 ( fator miogênico 4), MyoD (fator miogênico 1) androgênios, e suas relações com as mudanças fenotípicas e a sinalização que induzem mudanças musculares são importantes para o desenvolvimento de estratégias de reabilitação e futuras terapias celulares.

Endereço: https://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/view/5000

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