Relação da Maturação na Velocidade de Membros Superiores

Por: Breno Guilherme de Araujo Tinoco Cabral, Izabelle Costa Dantas, Kezianne Roseno de Castro, Leandro Medeiros da Silva, Matheus Peixoto Dantas e Renata Poliane Nacer de Carvalho Dantas.

Revista Brasileira de Ciência & Movimento - v.26 - n.4 - 2018

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Resumo


A maturação pode ser definida como um fenômeno biológico qualitativo, relacionando-se com o amadurecimento das funções de diferentes órgãos e sistemas. Esse estágio pode ser classificado em atrasado, normal e avançado. A maturação pode interferir em algumas capacidades, tanto de características físicas como de aspectos cognitivos. O presente estudo tem por objetivo verificar se a idade óssea, quanto indicador de maturação corporal, possui correlação com a velocidade de membros superiores. O estudo foi realizado com 181 crianças com idade entre 8 e 14 anos do sexo feminino e masculino, iniciantes de uma prática esportiva. Para a predição da idade óssea foi utilizada a equação de Cabral (2011) que é realizada através de dados antropométricos conforme padronização da (ISAK). Para medição da velocidade dos membros superiores, foi utilizado o teste de golpeio de placas segundo normas da EUROFIT. O resultado obtido na análise de variância identificou diferenças no desempenho do teste de golpeio de placa para as meninas, no qual as que se encontram no estágio maturacional acelerado apresentaram piores respostas de velocidade quando comparadas com as que se encontram em estágio normal de maturação (F=11,21; p=<0,001); já para os meninos os estágios maturacionais não demonstraram diferenças para a VMMSS. Através da correlação linear de Pearson obteve-se uma correlação negativa e não significante, onde meninos (r=-0,156; p=0,144) e meninas (r=-0,018; p=0,866). Os resultados mostraram que embora a maturação seja um fator importante para o desenvolvimento de certas habilidades e manutenções das existentes, não há correlação significativa expressa entre os fatores. Porém, o pico de crescimento ocasionado pelo processo de desenvolvimento pode ser um fator interferente na capacidade. Portanto, a conclusão extraída do estudo revela que não houve correlação significativa entre a idade óssea e a velocidade de membros superiores e que quando se atinge o pico de crescimento, pode haver um pior resultado no teste de golpeio.

Endereço: https://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/view/6975

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