Relação Entre Freqüência de Consumo Alimentar e Dados Antropométricos de Indivíduos Praticantes de Atividade Física

Por: Carolina Ferreira, Ivy Maria Rodrigues Paes de Oliveira e Sonia Tucunduva Philippi.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Introdução: A relação entre alimentação e saúde tem se destacado como objeto de
pesquisa e debate em áreas ligadas à ciência da nutrição.Riscos à saúde associados ao
colesterol e às gorduras saturadas e benefícios atribuídos a uma alimentação saudável
e à prática regular de atividade física, vêm sendo investigados em ritmo crescente.
Este estudo tem como objetivo avaliar o interesse pela informação nutricional nos
rótulos dos alimentos, a freqüência de consumo dos alimentos ricos em gorduras e
relacionar a freqüência de consumo deste grupo com os dados antropométricos
dos indivíduos praticantes de atividade física. Material emétodos:a população foi
composta por 22 indivíduos entre 29 e 73 anos freqüentadores do Projeto Exercício
e Coração, da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo,
dividida em 2 grupos: grupo de risco: composto por indivíduos que apresentaram
IMC acima de 25 kg/m2 e perímetro da cintura acima dos valores estabelecidos
pela OMS(1997);e o grupo de isento de risco:composto por indivíduos com IMC
abaixo de 25kg/m2 e perímetro da cintura abaixo de 80cm para mulheres e 94cm
para os homens. O questionário utilizado constituía-se de 2 partes. A
primeira:observação das informações nutricionais presentes nos rótulos dos produtos
industrializados; a segunda:freqüência do consumo dos alimentos por meio de uma
lista de alimentos fonte de gordura. Resultados:a maioria (82%) informou fazer a
leitura da informação nutricional, e 18% informaram não ler o rótulo. A informação
nutricional mais observada no rótulo de alimentos consistia no valor calórico (88,89%)
sendo o carboidrato e o ferro os menos observados (27,78%). Os alimentos fonte
de gordura saturada(manteiga, bacon, hambúrguer, frango frito, salsicha e
lingüiça)tiveram uma freqüência maior de consumo no grupo "risco" e no grupo
"isento de risco" estes alimentos foram mencionados como nunca consumidos
pela maioria dos entrevistados. A maioria de ambos os grupos informou consumir
diariamente óleos e azeite. Conclusões:verifica-se uma grande preocupação e
conscientização pela população em observar os rótulos dos alimentos ao comprar e
consumir alimentos. Observou-se também, que o item de maior preocupação é o
valor calórico. O consumo de alguns alimentos fonte de gordura varia de acordo
com os valores antropométricos avaliados, porém faz-se necessária uma análise em
uma população mais ampla com o objetivo de reafirmar esta relação. Agradecimento:
Profa. Claudia L M Forjaz-EEFE/USP.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/74_Anais_p395.pdf

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