Relação Entre o Medo de Quedas e a Mobilidade Funcional em Idosos com Doença de Parkinson

Por: D. Orcioli-silva, , M. Pinto Pereira, N. Ribeiro Conceição, P. N. Sousa, R. Vitório e V. A. Ignácio Pereira.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

A doença de Parkinson (DP) é uma patologia neurodegenerativa que causa comprometimentos no controle postural e na locomoção. Como consequência, os pacientes apresentam elevado número de quedas. Após a primeira ocorrência de queda, é comum os pacientes demonstrarem medo de quedas futuras e, por isso, alterarem os padrões do andar e tornaremse mais dependentes para a realização das atividades da vida diária. Neste contexto, o objetivo deste estudo foi testar o medo de quedas como uma possível variável preditora da mobilidade funcional de pacientes com DP. Participaram do estudo 61 indivíduos com diagnóstico de DP idiopática (idade: 67,95 ± 9,00 anos; massa: 71,09 ± 11,86 kg; estatura: 159,38 ± 11,55 cm), entre os estágios 1 e 3 da escala de Hoehn e Yahr. A avaliação do medo de quedas foi realizada por meio da Falls Efficacy Scale International (FES-I). A pontuação na FES-I varia entre 0 e 64, sendo que maiores valores indicam maior medo de quedas. A mobilidade funcional foi avaliada por meio do teste de andar durante seis minutos. A tarefa consistiu em andar a maior distância possível no período de seis minutos, sendo que maiores distâncias representam melhor mobilidade funcional. O teste de regressão linear foi empregado para testar o desempenho da FES-I na predição da distância percorrida pelos pacientes com DP no teste de andar durante seis minutos. Os pacientes apresentaram pontuação de 30,03 ± 10,85 na FESI e a distância percorrida no teste de andar seis minutos foi de 427,72 ± 121,45 m. A pontuação na FES-I foi apontada como preditora da distância percorrida no teste de andar durante seis minutos (p = 0,003; R = 0,370; r2 = 0,137). Os resultados encontrados sugerem que o medo de quedas é uma variável preditora da mobilidade funcional dos pacientes com DP. Portanto, a partir dessa informação, é possível desenvolver intervenções baseadas em exercícios principalmente relacionados ao equilíbrio e programas especializados em reabilitação, para assim, prevenir os pacientes com DP de quedas e até mesmo atuar como fator minimizador dessas quedas e suas consequentes alterações no andar.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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