Relação Entre os ângulos do Joelho e Tornozelo no Plano Frontal em Mulheres Saudáveis

Por: B. Bedo, F. P. Mariano, F. S. Serenza, L. A. Vitor, L. H. Viera, N. V. S. Spanó e P. R. P. Santiago.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

A lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) e a Síndrome da Dor Femoropatelar (SDFP) são uns dos principais acometimentos da articulação do joelho. Elas são decorrentes de múltiplos fatores de risco como alterações biomecânicas. Dentre elas o valgo dinâmico do joelho é alvo de vários estudos por ser um dos principais fatores de risco para as lesões do joelho. Entretanto, na literatura não há consenso da relação das rotações do tornozelo no mecanismo de valgo dinâmico do joelho. O objetivo do trabalho foi verificar a relação do tornozelo com o valgo dinâmico do joelho, em mulheres durante o Single Leg Drop Landing (SLDJ). Foram recrutadas nove mulheres com (19,7±1,7anos, 65,6±7,3kg e 164,8±4,3cm), sem histórico de lesões nos membros inferiores. Foram colocados 12 marcadores retro refletivos em proeminências ósseas de interesse, para obtenção das coordenados 3D. As voluntárias realizaram o SLDJ, as quais deveriam realizar uma aterrissagem unipodal após caírem de uma plataforma de 40 cm de altura. Foram realizadas cinco tentativas validas com o membro inferior direito. As coordenadas tridimensionais dos marcadores foram obtidas através de 12 câmeras infravermelhas do Sistema OptiTrack (Natural Point®, Oregon, USA) operadas numa frequência de 250Hz. Os dados cinemáticos 3D foram processados por meio do software Matlab (Mathworks Inc., Natick, MA, USA). Para os cálculos dos movimentos de rotações do joelho e tornozelo foi utilizada a representação matemática dos ângulos de Euler. Foram criados os versores i, j, e k, para definir os sistemas de coordenadas locais da coxa, perna e pé. A sequência de rotação XY'Z'' foi adotada para obter as rotações da articulação do joelho e tornozelo, nos instantes de contato inicial (CI), 40ms e 100ms após o CI. Na análise estatística foram calculados os valores médios e desvios padrão dos ângulos de inversão/eversão, valgo/varo e flexão/extensão do joelho, nos instantes de 40ms e 100ms. O Coeficiente de Correlação de Pearson (r) foi calculado entre o tornozelo (eversão) e o joelho (valgo) nos tempos de 40ms e 100ms. O intervalo de confiança foi de 95% e alfa de 0,05. Como resultados a correlação de Pearson para os 40ms após o CI mostrou-se fraca entre eversão e valgo (r=-0,27 e p=0,47). Nesse instante, estudos demonstraram ser o momento crítico para a ocorrência da lesão do LCA. Entretanto, nossos dados não mostraram correção para esse tempo, contrastando com os achados na literatura da relação de eversão com a lesão do LCA. Já no instante de 100ms, em que há maior flexão do joelho houve correlação fraca entre eversão e valgo (r=-0,39 e p=0,3). A fraca correlação demonstra que mesmo com aumento da flexão do joelho, a qual está relacionada com aumento da compressão femoropatelar, a eversão do tornozelo não teve relação com o valgo do joelho. Como conclusão do estudo, não foi encontrada nenhuma correlação entre os ângulos de rotação do tornozelo (eversão) com o aumento do valgo dinâmico do joelho durante o SLDJ.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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