Relação Entre Rotina Diária de Atividade Física e Variabilidade Glicêmica em Adolescentes com Dm1

Por: Denise Barth Rebesco, Leandro Smouter, Luís Paulo Gomes Mascarenhas, Suzana Nesi França, Valderi Abreu de Lima e Willen Remon Tozetto.

40º Simpósio Internacional de Ciências do Esporte SIMPOCE

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.Resumo

Introdução: A Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) é uma patologia caracterizada por alterações glicêmicas induzida pela disfunção metabólica, resultando em grandes variações da glicemia plasmática. Dentre os pilares do tratamento do DM1 destaca-se a o uso de insulina, controle alimentar e a prática regular da atividade física que buscam auxiliar no controle glicêmico. No entanto, poucos estudos avaliaram a relação entre a atividade física e as variações na glicose em atividades do cotidiano do DM1. Portanto o objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre a rotina diária de atividade física e a variabilidade glicêmica (VG) em adolescentes com DM1. Métodos: A amostra constituída por 21 adolescentes com DM1 com idade 13,45±1,67 e tempo de diagnóstico médio de 5,88±4,27 anos, os adolescentes foram submetidos a avaliação antropométrica e a coleta sanguínea para análise de hemoglobina glicada (HbA1c). O sensor de monitoramento continuo de glicemia (MCG- MEDITRONIC) foi inserido no tecido subcutâneo na região lombar e mensurou a glicose intersticial a cada 5 minutos. Conjuntamente utilizou-se o acelerômetro da marca ACTIGRAPH (modelo wGT3X) alocado na região da cintura. Os sujeitos foram instruídos a realizarem suas atividades cotidianas durante 5 dias, os dados foram exportados e categorizados em atividades: sedentária, leve, moderada, vigorosa e muito vigorosa. Os dados glicêmicos coletados via MCG foram transferidos para a planilha EasyGV afim de obter medidas de VG através de: desvio padrão (DP), M-value, J-Index, mean absolute glucose (MAG), mean of daily differences (MODD) e average daily risk ratio (ADRR). Nas análises estatísticas utilizou-se a regressão multivariada e correlação com p<0,05. Resultados: A amostra (52,38% meninos) apresentou valores de peso e altura de 48,94±12,49 kg e 154,59±12,24 cm, IMC de 20,23±2,90 e HbA1c de 9,58±1,34. As VGs apresentaram os valores (mmol/L): DP=3,99±0,97; M-value=26,57±12,06; J-Index=79,74±22,25; MAG=2,95±0,72; MODD= 4,96±1,54 e ADDR= 44.46±9.08. Os adolescentes com DM1 permaneceram 74,33±8,53% do tempo em AF de intensidade sedentária/leve, em contrapartida apenas 17,75±6,54% em atividades moderadas/intensas. Os resultados sugerem um aumento das excursões glicêmicas resultando em maior variabilidade durante a realização de atividades físicas moderadas em adolescentes com DM1. No modelo preditivo apresentou um R2=0,257 para a VG da glicemia que resultou em: VG = 2,68 + AF moderada (min)* 0,007; Erro = 0,549. Conclusões: A AF moderada está associada a um aumento na VG e pode representar até 25% das excursões glicêmicas dos adolescentes com DM1.

Endereço: http://celafiscs.org.br

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