Relações Entre Aptidão Fisica, Sexo, Idade, Nivel de Atividade Fisica e Supervisão dos Exercicios em Individuos Fisicamente Ativos de 50 a 79 Anos de Idade

Por: Rosane Beltrão da Cunha Carvalho.

143 páginas. 2008 21/08/2008

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Resumo

O objetivo deste trabalho foi avaliar os componentes da aptidão física relacionada à saúde (resistência cardiorrespiratória, força/resistência muscular, flexibilidade e indicadores antropométricos associados à composição corporal) e analisar as associações com sexo, idade, local de prática e nível de atividade física (AF). A amostra foi composta por 989 pessoas de ambos os sexos, com idade entre 50 e 79 anos, sendo 743 mulheres e 246 homens, habituados à prática de AF no tempo livre. Testes e medidas utilizados: indicadores antropométricos – IMC e cincunferência de cintura; Teste de caminhada em 6 minutos; testes de resistência muscular localizada (RML) em membros inferiores (MMII) e superiores (MMSS); Teste de sentar e alcançar no Banco de Wells. As características (variáveis independentes) de interesse neste estudo foram categorizadas como: sexo (feminino e masculino); idade (50-59, 60-69 e 70-79 anos); local de prática de AF (com supervisão - LCS e sem supervisão profissional - LSS) e nível de AF (suficientemente ativo e insuficientemente ativo). A pesquisa é de corte transversal e na análise estatística o nível de significância assumido foi de 5%. Na amostra há predomínio do sexo feminino (75,1%). Nos LCS, o maior número de representantes eram mulheres e nos LSS os percentuais entre homens e mulheres eram equivalentes. Os suficientemente ativos foram maioria na amostra (53,0%). A maior parte dos homens, em qualquer faixa etária, teve maiores percentuais na classificação de suficientemente ativos. Nos LCS há predomínio dos indivíduos insuficientemente ativos. A característica sexo foi significante na medida de circunferência da cintura (as mulheres com menores médias), na flexibilidade e na RML para MMSS, com as mulheres apresentando melhores resultados, comparadas aos homens. A característica local de prática foi significante para o Teste de caminhada em 6 min, onde os que praticavam AF em LSS tiveram melhor desempenho. Também na flexibilidade e RML em MMSS, o local foi significante, com os que praticavam em LCS mostrando melhores resultados. O nível de AF e a idade foram significativos em todos os testes de desempenho motor, onde os suficientemente ativos tiveram melhores resultados e, em relação à idade, os resultados tiveram declínio à medida que as faixas etárias avançavam. A interação entre idade e local foi significativa para a flexibilidade, RML em MMSS e MMII, mostrando declínio mais acentuado, considerando as faixas etárias, para os que praticavam AF em LSS. Com esses resultados, pode-se concluir que, para a amostra estudada, o nível de AF foi determinante nos resultados dos testes de desempenho motor, com os melhores resultados obtidos pelos suficientemente ativos. Também é possível inferir que, em idades mais avançadas, talvez pelo declínio da capacidade física, ou pelo menor volume de AF a que se submetem, ou os dois fatores combinados, a AF praticada com acompanhamento profissional é mais eficiente para manter bons níveis de aptidão física, comparada à prática de AF sem a supervisão de um profissional. 

Endereço: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000449071&opt=1

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