Relatos de Alunos Cegos Sobre o Uso do Guia Vidente Como Estratégia de Locomoção nos Ambientes Escolares

Por: Eduardo José Manzini, Loiane Maria Zengo e Maria Luiza Salzani Fiorini.

Revista da Associação Brasileira de Atividade Motora Adaptada - v.18 - n.2 - 2017

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Resumo

O uso do guia vidente é uma das estratégias mais utilizada nos ambientes escolares em se tratando da locomoção de pessoas cegas. Essa estratégia, quando bem executada, oferece à pessoa cega segurança física e contribui para o reconhecimento e a familiarização dos ambientes. Dentro desse tema, poder-se-ia questionar: como os alunos cegos descrevem o uso dessa estratégia nos ambientes escolares? Nesse sentido, o objetivo deste estudo foi identificar a opinião de alunos cegos sobre o uso do guia vidente como estratégia de locomoção nos ambientes escolares. Seis alunos cegos, matriculados no ensino regular, participaram da pesquisa. O procedimento de coleta de dados ocorreu por meio da  entrevista semiestruturada. A análise dos relatos revelou cinco categorias: pontos positivos e pontos negativos sobre o auxílio do guia vidente em ambientes externos mais frequentados dentro da escola; pontos positivos e pontos negativos sobre o auxílio do guia vidente em ambientes internos mais frequentados dentro da escola; e, pontos positivos ao receber o auxílio do guia vidente em ambientes menos frequentados dentro da escola. Por meio dos relatos, foi possível perceber que o auxílio do guia vidente foi fundamental, principalmente em se tratando de ambientes externos escolares mais frequentados e de ambientes escolares menos frequentados. A relação de confiança foi o fator determinante para que o deslocamento fosse mais rápido e seguro. Em contrapartida, foi identificado que o fato de os alunos, que atuam como guia, não saberem como lidar com os alunos cegos em determinadas situações, gerava insegurança e desconforto, fazendo com que os participantes, nesses casos, preferissem não se locomover e/ou preferiam utilizar outras estratégias para isso. Diante dos dados, conclui-se que, por não terem o conhecimento de como oferecer ao aluno cego um papel ativo durante o deslocamento e um desenvolvimento mais eficaz de suas capacidades e habilidades, toda a instituição escolar deveria receber uma formação qualificada referente às técnicas de Orientação e Mobilidade.

Endereço: http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/sobama/article/view/7540

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