Religiosidade e Comportamentos de Risco à Saúde na Adolescência: Modos de Ser Sagrado e Profano

Por: Ana Raquel Mendes dos Santos.

2012 21/12/2012

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Resumo

A presença da religiosidade na vida do ser humano pode conduzir aspectos salutares sobre a saúde, modelando o comportamento dos indivíduos. No entanto, sabe-se que os adolescentes vivenciam uma etapa crítica em sua vida e estão vulneráveis a diversos comportamentos de risco à saúde. Neste sentido, o estudo apresentou como objetivo geral analisar a relação entre a religiosidade e o envolvimento com os comportamentos de risco à saúde em adolescentes escolares do Estado de Pernambuco. Trata-se de um estudo epidemiológico transversal de base escolar e abrangência estadual com abordagem quantitativa. A amostra compreendeu 6.264 estudantes matriculados na rede pública estadual de ensino médio do estado de Pernambuco, selecionados mediante amostragem por conglomerados em dois estágios. Os dados foram obtidos por meio do instrumento Global School-Based Health Survey. A análise dos dados foi realizada mediante a utilização do programa SPSS 10.0 para Windows, empregando os procedimentos de estatística descritiva e inferencial. A presente investigação conduziu à elaboração de dois artigos originais. O primeiro teve o objetivo de analisar a associação entre a religiosidade e os comportamentos de risco à saúde, de forma isolada e simultânea. Para isto, as variáveis dependentes utilizadas foram nível de atividade física, consumo de álcool, drogas, tabaco e número de parceiros sexuais. A variável independente foi afiliação/prática religiosa. Na analise dos dados, recorreu-se ao teste de Qui-quadrado de Pearson (χ2) e à Regressão Logística Binária. Os resultados revelaram que os adolescentes que indicaram ter e praticar a religião apresentaram menores chances de envolvimento com o consumo de álcool, drogas, tabaco e número de parceiros sexuais. Ao mesmo tempo, aqueles que estavam expostos a vários comportamentos de risco ao mesmo tempo, indicaram não ter ou não praticar a religião. O segundo artigo apresentou o objetivo de identificar e analisar a idade de iniciação aos comportamentos de risco à saúde. Desta forma, a categoria analítica analisada foi “idade de iniciação aos comportamentos de risco”. A partir dela, foram elencadas quatro subcategorias: “consumo de álcool”, “cigarros”, “drogas ilícitas” e “início da atividade sexual”. A análise dos dados foi realizada por meio da estatística descritiva (frequências absolutas e relativas). Foi verificado que a idade de iniciação da atividade sexual e do consumo de álcool, drogas e cigarros foi entre 14 a 15 anos de idade. Os resultados gerais da dissertação concluíram que, dentre vários outros fatores, a religião parece ser um elemento que interfere no estilo de vida dos adolescentes, funcionando como possível fator de proteção aos comportamentos de risco à saúde nesta fase da vida. 

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