Remo Adaptável

Por: Projeto Inteligência Esportiva.
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Resumo

Entenda A modalidade paralímpica do remo é frequentemente chamada de remo adaptável, pois as adequaçõessão feitas nos barcos e não na prática em si, ou seja, as regras são as mesmas do esporte olímpico – organizadas e administradas pela Fédération Internationale des Sociétés d’Aviron (FISA). A única diferença nas normas existentes entre o esporte e o paradesporto é quanto à distância percorrida nas provas: no primeiro é de 2 mil metros e no segundo de mil metros. Em relação ao tamanho das raias, são iguais às olímpicas: 13.5 m de largura por 3 m e meio de profundidade. O objetivo também é o mesmo, alcançar a linha de chegada antes que os concorrentes o façam. Quanto as adaptações feitas nos barcos, diferenciam-se de acordo com o corpo de cada paratleta e relacionam-se ao tamanho dos remos e dos flutuadores, presença de faixas de segurança para suportar o competidor e os assentos que, em alguns casos, podem ser fixos.

Deficientes físicos, visuais e cognitivos podem praticar o remo adaptável. Exemplos de condições físicas presentes no paradesporto são amputações, lesões de medula espinhal e paralisia cerebral. Existem três modalidades de barcos que originam as quatro classes. Os primeiros podem ser individuais, duplos ou quádruplos. As quatro classes são definidas a partir da mobilidade que os atletas possuem. Nas classes ASM1x (masculina) e ASW1x (feminina), os praticantes têm mobilidade de braços e ombros, competem sozinhos e em barcos com assentos fixos. Na classe TAMix2x há mobilidade de tronco e braços e as disputas são em duplas (um homem e uma mulher) com bancos fixos na embarcação. A última classe é a LTAMix4+, na qual os competidores conseguem movimentar pernas, tronco e braços, competindo em barcos duplos, em grupos de quatro paratletas, sendo dois homens e duas mulheres, mais um timoneiro – responsável por liderara equipe e ditar o ritmo, mas que não pode remar – e os assentos são convencionais. É nesta última classe que são inseridos os deficientes visuais. Dentre os quatro paratletas, dois possuem esta deficiência, sendo um homem e uma mulher, podendo apenas um deles ser da classe B3 (amputados em geral). Recentemente, a FISA adicionou uma nova classe, LTAIDMix4+, na qual estão presentes os deficientes cognitivos.

É um paradesporto que, como a maioria, exige disciplina e comprometimento. São necessários para o bom desempenho técnica, força, resistência, velocidade e potência. Caso o iniciante não apresente essas capacidades, elas poderão ser desenvolvidas ao longo do processo de aprendizagem, bem como haverá uma melhora das aptidões cardiovasculares e cardiorrespiratórias. Além destes benefícios físicos, são percebidos o desenvolvimento da independência do atleta e uma maior capacidade de superação das adversidades, entre outros ganhos.

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