Repercussões Morfológicas e Bioquímicas de Diferentes Fontes Proteicas Sobre o Músculo Esquelético de Ratas Idosas Ovariectomizadas Submetidas Ao Treinamento Resistido

Por: Glaucia Figueiredo Braggion.

2014

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Resumo

Sarcopenia é um processo caracterizado por redução na massa proteica e força muscular com o avançar da idade, em especial no período pósmenopausa, acarretando limitações funcionais e impactando sobremaneira a autonomia física em idosos. Objetivo: avaliar os efeitos das proteínas vegetal e animal associado ao treinamento resistido (TR) sobre os parâmetros estruturais e bioquímicos dos músculos sóleo e gastrocnêmio medial em ratas Wistar com sarcopenia. Métodos: Para induzir o quadro de sarcopenia, foi utilizado um modelo experimental com ratas ovariectomizadas. Amostra: 30 ratas Wistar adultas foram acompanhadas por 14 meses, depois, foram divididas em 6 grupos (n=5) com dietas de proteína vegetal (PV) e animal (PA), durante 12 semanas: CV e CA - controles não ovariectomizadas sedentárias PV e PA; VOS e AOS - ovariectomizadas sedentárias PV e PA; e VOT e AOT - ovariectomizadas treinadas PV e PA, respectivamente, e submetidas ao TR e/ou dieta. A tipagem das fibras musculares foi realizada por histoquímica (NADH-tr), as fibras colágenas foram evidenciadas através da coloração de Picrossirius e a análise da Área da secção transversa e Densidade de volume de miócitos e interstícios e Densidade de volume de fibras colágenas foi realizada através de técnicas histomorfométricas. As análises bioquímicas de homocisteína, proteína C reativa ultrassensível, creatinafosfoquinase e albumina séricas seguiram protocolos padronizados. Os dados foram tabulados e comparados estatisticamente pelo teste ANOVA e post-hoc de Bonferroni (p < 0,05). Resultados: Não ficou caracterizada a relação entre inflamação, obesidade e sarcopenia a partir dos parâmetros bioquímicos analisados. A dieta PV não foi capaz de minimizar os efeitos da sarcopenia tanto no gastrocnêmico medial quanto no sóleo em animais sedentários e, quando associada ao TR, promoveu manutenção da área de secção transversa, atenuando a atrofia das fibras IIB no gastrocnêmio medial, sem efeito no sóleo. A dieta PA entre os sedentários protegeu as fibras tipo I, mas não inibiu atrofia das fibras IIB no gastrocnêmio medial e, no sóleo, foi associada a hipertrofia das fibras I, manutenção das IIA e aumento de colágeno com redução de interstício. Quando associada ao TR, a PA promoveu remodelação muscular no gastrocnêmio medial, com redução na densidade de volume de fibras tipo I e IIA e aumento nas IIB, acompanhado de um aumento na densidade de colágeno. No sóleo, promoveu remodelação, com hipertrofia de fibras tipo I e recuperação de fibras IIA e não teve efeito nas fibras IIB. Conclusão: Os dados sugerem tendência a melhores resultados de hipertrofia nos grupos de animais que consumiram a dieta PA, mesmo sedentários, embora mais evidente nos treinados. Essa tendência a melhores resultados de hipertrofia se destaca no músculo gastrocnêmio medial, mas também se apresenta de forma sensível no sóleo.

Endereço: http://www.usjt.br/pgedf/conteudo/banco-de-dissertacoes.php?ano=2014

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