Representação Histórica das Mulheres e a Relação de Jovens Universitárias com o Lazer

Por: Huana Carolina Alves da Silva, Isabelle Rocha da Silva, Matheus Olavo Campos de Assunção, Victor da Cruz Valle e .

XV Congresso de História do Esporte, Lazer e Educação Física - CHELEF

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Resumo

As mulheres vêm conseguindo ocupar espaços significantes na sociedade contemporânea, resultado de muita luta pela conquista da equidade, o que as permitiu alcançar áreas sociais em que antes não era permitida a sua participação. É fato que as mulheres hoje são protagonistas em muitos acontecimentos sociais. Analisando a trajetória histórica das mulheres na sociedade são perceptíveis as conquistas de direitos e espaço, principalmente no campo do trabalho. Quanto ao lazer Marcellino (2006) afirma que existe uma diferença expressiva no uso do tempo de lazer, entre homens e mulheres. Ainda que não haja uma exclusividade masculina, as mulheres ainda são vedadas no campo do lazer, sendo restringidas de muitas programações, devido aos padrões historicamente estabelecidos. Partindo desse pressuposto, esta pesquisa buscou compreender como tem sido a relação de universitárias com o lazer nos tempos atuais, levando em consideração os acontecimentos históricos sobre as mulheres e sua participação no espaço público. Esse trabalho é de teor qualitativo e para coleta de dados utilizamos um questionário aberto que foi auto-aplicado a uma amostra intencional de universitárias. Participaram da investigação 10 acadêmicas do curso de Educação Física da Universidade do Estado de Mato Grosso-UNEMAT, do campus de Cáceres-MT. Os dados revelam que para algumas acadêmicas na formação escolar ou familiar não foram oferecidos elementos para uma autonomia que permita vivenciar o lazer, isso nos faz perceber que as diferenças entre homens e mulheres no campo do lazer ainda existem devido a alguns tabus culturais e sociais que perseguem a mulher desde a sua educação em diferentes espaços institucionais. Soma-se a isso eventos que vedam a participação feminina ofertando espaço apenas ao público masculino, como já apontado por Marcellino (2006). Entretanto, todas as acadêmicas afirmaram que costumam se organizar para vivenciar alguma atividade com amigas ou sozinhas no tempo disponível. No que diz respeito a programas de incentivo ao lazer da mulher no município supracitado, nenhum foi destacado, revelando possível ausência do poder público no incentivo ao lazer da/para as mulheres, corroborando com Neves et al. (2015) que através da análise de documentos que norteiam ações de promoção de esporte e lazer em vários estados, constatou que Políticas  Públicas,  historicamente,  foram  ampliadas,  porém  visam mais  a  estabilidade  das  desigualdades, desfavorecendo minorias étnicos raciais, mulheres e juventude apontando necessidade de reajustes a fim de promover democratização do lazer. Por fim, constatamos uma restrita oferta de experiência de formação para e pelo lazer para as acadêmicas, apontando que no campo do lazer ainda há muito a se fazer para que se garanta de forma plena o acesso a essa manifestação humana, cabendo um olhar especial da administração pública para as mulheres.

Referências

NEVES, Ricardo Lira de Rezende et al. Políticas Públicas Para Minorias Étnico-Raciais, Mulheres e Juventude: Notas Introdutórias Sobre as Áreas de Saúde, Trabalho, Educação, Esporte E Lazer. Pensar a Prática, v. 18, n. 4, p. 937-948. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/fef/article/download/34689/19795. Acesso em: 8 Jul 2018.

MARCELLINO, Nelson Carvalho. Estudos do lazer. 4 ed. Campinas, SP:  Autores associados, 2006. ISBN: 85-85701-37-4.

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