Reprodutibilidade de Um Protocolo de Sprints Repetidos (RSA) com 5 Mudanças de Direção no Basquetebol

Por: A. M. Zagatto, F. A. Barbieri, F. Milioni, G. M. Claus e R. A. B. de Poli.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

O basquetebol é caracterizado como um esporte intermitente composto por esforços breves de alta intensidade e curtos períodos de recuperação. A repetição de sprints de alta intensidade é uma situação recorrente do jogo, especialmente com mudanças abruptas de direção (i.e. dribles, contra-ataques e recuperação de posse de bola). Entretanto, são escassos na literatura protocolos de avaliação que considerem essa situação. Dessa forma, o objetivo do presente estudo foi verificar a reprodutibilidade de um novo protocolo de habilidade de esforços repetidos (RSA), executado com cinco mudanças de direção, em jogadores de basquetebol. Vinte jogadores de basquete de nível nacional das categorias sub-17 e sub-19 (idade: 17±1 anos; estatura: 1,91±0,08 m; massa corporal: 84,5±12,3 kg) participaram do estudo. O protocolo proposto foi aplicado em dois momentos (teste e reteste) com intervalo de 4 dias e consistiu de 10 sprints de 30m, com 30s de intervalo passivo. O percurso de teste se assemelha a um "T" e o participante iniciava o teste correndo 5m para frente até tocar a linha, realizava mudança de direção de 180o voltava 5m à linha inicial. Em seguida virava 90o para direita corria 5m até tocar a linha, fazia a volta de 180o corria 5m à linha inicial. E por fim, realizava nova mudança de direção de 90o para direita, corria mais 5m até tocar a linha, realizava a última volta de 180o e voltava 5m até linha inicial. Três câmeras registraram os sprints que ocorreram em ambiente previamente calibrado. As câmeras foram posicionadas perpendicularmente a direção de corrida e devidamente sincronizadas. Os procedimentos cinemáticos para adquirir as variáveis de interesse foram realizados no software Dvideow®. O teste t para amostras dependentes e a correlação intra-classes (ICC) foram utilizados para análise das variáveis tempo total (TT), melhor tempo (MT), pior tempo (PT), índice de fadiga (IF), velocidade pico (VP), pior velocidade pico (PVP), melhor velocidade média (MVM), pior velocidade média (PVM), melhor aceleração (MA) e pior aceleração (PA). O nível de significância foi mantido em 0,05. Para confirmação de reprodutibilidade obrigatoriamente não deveria haver diferença significativa entre teste e reteste e ICC>0,74. Apenas o IF apresentou diferença significativa (teste: 3,11±0,80; reteste: 2,74±0,74%, p<0,05). Além disso, as variáveis PT, PVM e PA apresentaram ICC acima de 0,74 (0,85 [0,46-0,96]; 0,96 [0,54- 0,96]; 0,82 [0,29-0,96], respectivamente). Conclui-se que o teste de RSA proposto no presente estudo se mostrou reprodutível, em função das altas correlações intra-classes observadas entre as variáveis mensuradas. Assim, o protocolo com 5 mudanças de direção torna-se uma alternativa para avaliação da capacidade de sprint repetidos em jogadores de basquetebol.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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