Reprodutibilidade do Teste de Habilidade de Sprints Repetidos Específico Para o Basquetebol

Por: A. M. Zagatto, E. S. Malta, F. A. Barbieri, F. Milioni e P. E. Redkva.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

O basquetebol é caracterizado por esforços de alta intensidade em curtos períodos de tempo, durante os quais são executados sprints, saltos e gestos técnicos como lançamentos e passes. Atualmente, testes de habilidade de sprints repetidos (RSA) têm sido sugeridos para avaliar jogadores dessa modalidade. No entanto, esses testes não agregam ao seu protocolo aspectos que são determinantes durante a partida. Dessa forma, o objetivo do presente estudo foi propor e avaliar a reprodutibilidade de um teste de habilidade de sprints repetidos (RSA) específico para o basquete. Para isso, participaram do estudo 13 sujeitos treinados (17,5±1,1 anos). Os procedimentos foram aplicados em 2 momentos (teste [RSA- 1] e reteste [RSA-2] ) com intervalo 72 horas. Os sujeitos realizaram um teste de RSA composto de 10 sprints com intervalo de 30 segundos entre cada repetição. A distância percorrida em cada sprint foi de 30 m (3X10 m com duas mudanças de direção de 180°). O tempo dos sprints foi registrado por meio de uma fotocélula e utilizado posteriormente para determinar o tempo total do teste (TT), o melhor tempo (MT), o pior tempo (PT) e o percentual de decréscimo (%DEC). Durante os intervalos do RSA foram realizados 3 saltos verticais com contramovimento em uma plataforma de salto e três lances livres, onde foi registrado o melhor salto (MS), pior salto (PS), o índice de fadiga do salto (IF) e o percentual de acerto de lance livre (%ALL), respectivamente. Foi aplicado um teste de Shapiro-Wilk para verificar a normalidade dos dados e um teste t de Student para comparar as variáveis (TT, MT, PT, %DEC, MS, PS, IF e %ALL) do RSA-1 com o RSA-2. Em seguida, foi utilizado um teste de correlação intraclasse (ICC) para determinar a associação entre as variáveis do RSA-1 com o RSA-2. O nível de concordância dos resultados foi estimado por meio de uma análise gráfica de Bland-Altman. A reprodutibilidade do teste foi assumida caso a variável atingisse os seguintes critérios: ICC > 0,74 e concordância no gráfico de Bland-Altman (pontos próximos da média da diferença e dentro dos limites inferior [LI] e superior [LS] do gráfico). Em todos os casos foi considerado um nível de significância de 5%. Não foram observadas diferenças significativas entre as variáveis de TT, PT, PS e %ALL (p>0,05) do RSA-1 e do RSA-2. Além disso, as variáveis TT, MT e MS atingiram o ICC assumido como critério (ICC: 0,83 [0,60 - 0,93]; 0,74 [0,43-0,90]; 0,86 [0,66-0,95], respectivamente). A análise de Bland-Altman mostrou boa concordância entre todas as variáveis (TT: 1,1 [LI:-2,9/LS:5,1] ; MT: 0,20 [LI:-0,14 /LS:0,53]; PT:-0,10 [LI: -0,88/LS:0,67]; %DEC: -1,4 [LI: -5,1 / LS: 2,2]; MS: -3,0[LI:-7,2 / LS:1,1]; PS: 1,0 [LI: -6,9 / LS: 8,9]; IF: -9,0 [LI:-28,9/LS:11,0]; %ALL:- 1,4 [LI:-5,1/LS:2,2]). Desse modo, o teste de RSA específico para o basquetebol apresentou uma reprodutibilidade satisfatória, sendo sugerido como um método alternativo para avaliação na modalidade.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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