Resistência à Insulina em Adolescentes com e Sem Excesso de Peso

Por: Fabia Rosa Sigwalt.

2012 00/00/0000

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Resumo

O aumento nas prevalências de excesso de peso entre adolescentes, principalmente devido aos altos índices de inatividade física e por hábitos alimentares inadequados tem sido foco de grande preocupação na saúde pública. Por outro lado, o aumento do peso corporal está associado a diversas doenças crônico-degenerativas, dentre elas o Diabetes mellitus tipo 2 e a resistência à insulina. Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi comparar a prevalência de resistência à insulina entre adolescentes com peso normal e com excesso de peso. A amostra foi composta por 96 adolescentes (35,4% rapazes) com idade entre 14 e 19 anos (16,6±0,98) sendo que 50% apresentavam excesso de peso. A massa corporal, estatura e a circunferência da cintura (CC) foram mensuradas. Para categorizar os indivíduos de acordo com o IMC e CC foram utilizados os pontos de corte propostos por Conde&Monteiro (2006) e Fernández et al. (2004), respectivamente. A coleta de sangue foi realizada após jejum de 10 a 12 horas, e o índice HOMA-IR foi calculado através dos valores de insulina e glicemia de jejum. Para identificar a resistência à insulina (RI) foi utilizado o ponto de corte de HOMA-IR proposto por Lee et al. (2006). A normalidade dos dados foi avaliada pelo teste de Kolmogorov-Smirnov e foi empregado o teste Mann-Whitney. Para investigar a diferença entre as freqüências foi utilizado o teste Qui-quadrado. A fim de investigar a relação do índice HOMA-IR com IMC e CC, e entre CC e IMC, os dados foram transformados por meio do log 10, e foi realizada a correlação ajustada para sexo, idade e estágio maturacional. Para todas as análises foi adotado um nível de significância de p<0,05. Foi encontrada uma prevalência de 2,1% de RI, sem diferença significativa entre os sexos, categorias de peso ou de CC. No entanto, as moças, assim como os adolescentes com excesso de peso, tenderam a ter valores mais altos do índice HOMAIR. As prevalências de RI do presente estudo são mais baixas daquelas encontradas na literatura Não foram encontrados valores de glicemia que indicassem RI na amostra. Foram observada correlações significativas (p<0,001), porém fracas, entre os indicadores de gordura corporal e os valores de HOMA-RI (IMC r=0,36 e para CC r=0,38). Contudo, apesar das baixas frequências de RI e dos valores de glicemia de jejum estarem dentro da normalidade, sugere-se que os adolescentes com glicemia acima de 90 assim como os com valores de HOMA-IR superiores a 2,28 realizem exames clínicos mais detalhados já que a literatura mostra que para adolescentes esses valores já representam um risco aumentado de adquirir DM2 na vida adulta.

Endereço: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/96359

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