Resposta Aguda da Velocidade da Ação Muscular Excêntrica no Dano Muscular, Performance Neuromuscular e Dor Muscular de Início Tardio em Homens Treinados

Por: Tiago Batista de Carvalho.

2012

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Resumo

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito agudo da velocidade do exercício
excêntrico sobre o teste de uma repetição máxima (1RM), arremesso de medicine
ball, dor muscular de inicio tardio (DMIT) e concentrações séricas de creatina
quinase (CK) e lactato desidrogenase (LDH) ao longo de 96h pós-sessão de
exercício em homens treinados. Participaram deste estudo 20 homens (25,4 ± 2,9
anos; 77,9 ± 9,1 Kg; 1,75 ± 2,9 m; 13,2 ± 6,5 % gordura) experientes no treinamento
de força (5,4 ± 2,7 anos). Os voluntários foram divididos de forma homogênea em
relação aos valores do teste de uma repetição máxima excêntrica (1RMexc) em dois
grupos: VEL (velocidade excêntrica lenta) e VER (velocidade excêntrica rápida).
Ambos os grupos realizaram 4 séries de 8 repetições a 70% de 1RMexc e 120s de
intervalo entre as séries no exercício de supino reto. A velocidade da ação muscular
excêntrica foi de 3s para o grupo VEL e de 0,5s para o grupo VER. O teste de 1RM
e arremesso de medicine ball foram realizados nos períodos de 30 min; 24, 48, 72 e
96h pós-sessão de exercício, enquanto os parâmetros: DMIT, concentrações séricas
de CK e LDH em 24, 48, 72 e 96h pós-sessão de exercício para ambos os grupos de
estudo. A análise estatística foi realizada por meio do teste de análise de variância
(ANOVA) com post hoc de Turkey, sendo adotado como valor de referência
significativa p ≤ 0,05. O grupo VER apresentou perdas significativas na produção de
força (1RM) (p<0,05) por até 72h pós-sessão de exercício, por outro lado, o grupo
VEL obteve perdas significativas somente até 24h. O declínio da capacidade de
arremesso de medicine ball no VER foi observado por até 48h após o protocolo
experimental, sendo que para o grupo VEL não foram observadas alterações nos
períodos de 0-96h (p>0,05). Valores pico de CK sérica foram observados 72h pós-
sessão de exercício para ambos os grupos. O valor pico encontrado para a DMIT em
ambos os grupos foi em 48h pós-sessão. A LDH não sofreu alteração nos grupos
estudados. Não foram observadas diferenças significativas (p > 0,05) entre os
grupos (VEL e VER) para todas as variáveis estudadas. Desta forma, os resultados
encontrados no presente estudo indicam que a velocidade da ação muscular
excêntrica realizado com peso livre e com volumes de carga equalizados não
influencia na magnitude do dano muscular ao longo de 96h pós-sessão de exercício
em homens treinados.

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