Respostas Agudas do Exercício Físico em Pessoas com Hiv/aids: Efeitos Sobre Parâmetros Imunológicos e Fisiológicos

Por: Bruno Pereira Melo.

101 páginas. 2015 07/12/2015

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Resumo

A prática regular de exercícios físicos tem sido recomendada para a promoção da saúde e para a redução do risco de desenvolvimento de doenças crônico degenerativas. No entanto, o excesso de exercícios e a prescrição inadequada podem ocasionar alterações fisiológicas, que se não controladas, podem acarretar prejuízos à saúde. Embora a prática de exercícios físicos tenha sido amplamente recomendada para pessoas infectadas pelo HIV, as alterações fisiológicas e imunológicas em curto prazo decorrentes do exercício foram pouco investigadas, dificultando assim a prescrição de forma segura e eficiente para essa população. Portanto, objetivou-se investigar as respostas agudas do exercício físico em pessoas infectadas pelo HIV. Para isso, foram realizados dois estudos, sendo, uma revisão sistemática sobre os efeitos agudos decorrentes dos diferentes tipos de exercício (aeróbio, resistido e combinado) e um estudo experimental na qual se objetivou verificar as respostas agudas decorrentes do treinamento combinado sobre parâmetros fisiológicos e imunológicos em pessoas adultas sedentárias infectadas ou não pelo HIV. De acordo com os estudos desenvolvidos e os resultados obtidos nesta dissertação, foi possível observar que o exercício físico promove alterações agudas significantes em diversos parâmetros imunológicos e fisiológicos em pessoas infectadas pelo HIV, incluindo, o aumento do número de células circulantes principalmente neutrófilos, monócitos e linfócitos T CD8+, além de alterações nas concentrações de lactato, triglicerídeos, epinefrina e noraepinefrina imediatamente após a realização do treinamento aeróbio. Além disso, no estudo experimental, foi encontrado que o treinamento combinado promove uma diminuição nos índices de variabilidade da frequência cardíaca e nas concentrações de cortisol mesmo após 1 e 6 horas da realização do treinamento combinado, respectivamente. No entanto, não foram encontradas diferenças significantes no comportamento da pressão arterial e nas concentrações de citocinas de ação pró e anti-inflamatórias mesmo após 6 horas da realização do treinamento combinado quando comparados pessoas infectadas e não infectadas pelo HIV. Portanto, conclui-se que o exercício físico promove alterações significantes em diversos parâmetros fisiológicos e imunológicos em pessoas adultas sedentárias independentes da infecção pelo HIV. No entanto, a magnitude dessas alterações pode estar diretamente relacionada com o tipo, intensidade e o volume do exercício, além da capacidade física e do estado clínico de cada pessoa. Neste sentido, preconiza-se que a prescrição do treinamento físico para pessoas infectadas pelo HIV deve ser realizada com cautela, levando em consideração o estado clínico e a aptidão física de cada paciente, sugerindo o modelo de treinamento combinado com intensidade moderada para essa população.

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