Respostas Ao Treinamento Resistido em Relação a Massa Magra e Força Muscular no Polimorfismo Foki do Gene Receptor de Vitamina D em Idosa

Por: Heloisa Thomaz Rabelo.

2009 00/00/0000

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Resumo

Objetivos: O presente estudo teve o propósito de verificar a associação entre o polimorfismo FokI no gene receptor da vitamina D(VDR), Massa Livre de Gordura (MLG), força muscular e adaptações ao treinamento resistido (TR), em mulheres idosas. Métodos: Após aplicação dos critérios de exclusão, 235 voluntárias (idade 66,6 ± 5,5 anos) foram submetidas à avaliação do pico de torque dos extensores do joelho (PT) utilizando o dinamômetro isocinético (Biodex System 3) e mensuração da MLG por meio da Absortometria por Raios-X de Dupla Energia. Desta amostra inicial, 78 voluntárias realizaram 24 semanas de um programa de TR com cargas progressivas de 60 a 80% de 1RM, 75 compuseram o grupo controle. As participantes submetidas ao treinamento e o grupo controle tiveram a MLG e o PT reavaliados ao final da intervenção. O DNA genômico de alto peso molecular foi extraído dos leucócitos do sangue de toda a amostra, utilizando-se o método salting out. A genotipagem do polimorfismo FokI foi realizada com a enzima de restrição BseGI utilizando a técnica de PCR- RFLP (Polimorfismos de tamanho em fragmentos de restrição). Para verificar a associação dos fenótipos musculares estudados e os genótipos do FokI foi realizada uma ANCOVA e para verificar os efeitos da intervenção foram aplicadas Split Plot ANOVA (2x2) ( Tempo, Grupo) e Split Plot ANCOVA (2x3) (Tempo, Genótipo{F/F, F/f, f/f}). A significância estatística adotada para as análises foi de p<0,05. Resultatos: A distribuição genotípica do polimorfismo FokI do VDR (FF: 42,7%; Ff: 5,3%; ff: 11,8%) se mostrou de acordo com o esperado pelo equilíbrio de Hardy-Weinberg. Não foram observadas diferenças significativas entre os genótipos na associação do polimorfismo FokI com PT ( P = 0,88) e nem com a MLG ( P = 0,58). Não foram observadas diferenças significativas entre osgenótipos em resposta ao TR em relação ao PT (P= 0,78 e a MLG ( P=0,57) no polimorfismo FokI. Entretanto, as portadoras do alelo f aumentaram significativamente a MLGA (P=0,004) e o PT relativo (P=0,002). Conclusões: Diante dos achados do presente estudo, conclui-se que não houve associação entre o polimorfismo FokI no gene VDR massa magra e força muscular. Perante aos significativos ganhos de MLGA e PT relativo das portadoras do alelo f em resposta ao TR, é possível que o polimorfismo investigado seja uma das variações genéticas que contribuem para o aumento da força e massa muscular em resposta à um TR em mulheres idosas.

Endereço: http://www.bdtd.ucb.br/

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