Respostas Cardiopulmonares Agudas de Mulheres Durante Exercícios de Resistência de Força Comparadas com Exercício Aeróbio na Mesma Demanda Energética

Por: Glauber Caetano Ferreira Lopes.

2012 14/02/2012

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Resumo

As respostas cardiopulmonares das mulheres frente a exercícios de resistencia de força e aeróbios ainda necessitam de maiores elucidações. Entretanto, o desenvolvimento da força muscular em homens tem sido o foco de diversos estudos. Assim, estudar os efeitos de sessões de exercícios de resistencia de força e aeróbio na aptidão cardiopulmonar de mulheres jovens passa a ser uma prioridade de profissionais ligados a saúde. Este estudo teve como objetivo comparar as respostas cardiopulmonares agudas entre exercícios de resistencia de força e aeróbio na mesma demanda energética em mulheres jovens e treinadas. Participaram nove mulheres com idades variando de 18 a 30 anos, em treinamento físico regular há mais de um ano. Para determinar o n da amostra foi aplicado o teste Power com poder de teste 0,99. Todas as voluntárias foram submetidas ao teste de 1 repetição máxima nos seguintes exercícios: supino reto, agachamento livre e rosca direta com a barra. Também foram submetidas a teste cardiopulmonar máximo em esteira. Os exercícios de resistencia de força consistiram em 3 séries de 25 a 30 repetições com uma carga próxima a 30% de 1 RM. Os exercícios aeróbios consistiram de uma caminhada em esteira, com duração de 20 minutos, no mesmo consumo de oxigenio dos exercícios resistidos de força. Para as medidas das variáveis cardiopulmonares durante as sessões foi utilizado um analisador de gases metabólicos. Foi verificada a normalidade dos dados segundo o teste de Shapiro-Wilks. Para a comparação entre os dados dos exercícios de resistência de força e aeróbio foi aplicado o teste t Student para dados pareados, sendo as variáveis que a pressuposição dos testes paramétricos foi verificada. Para as variáveis que os pressupostos não foram verificados, foi utilizado o teste de Wilcoxon. O nível de significância das análises foi de p ≤ 0,05. Não houve diferenças do consumo de oxigênio entre os exercício de resistência de força e aeróbio (p > 0,05), conforme a proposta do estudo. O exercício de resistencia de força mostrou maiores valores de frequência cardíaca (p ≤ 0,01), razão de trocas gasosas (p ≤ 0,01) produção de dióxido de carbono (p ≤ 0,05), ventilação pulmonar (p ≤ 0,05), equivalentes ventilatórios para o oxigênio (p ≤ 0,01) e para dióxido de carbono (p ≤ 0,05). O pulso de oxigênio foi maior na caminhada (p ≤ 0,01). Os resultados obtidos sugerem que o exercício de resistência de força proporciona maior resposta cronotrópica e ventilatória em relação ao exercício aeróbio na mesma demanda energética, em mulheres jovens treinadas. Os resultados indicam que o exercício de resistência de força estudado pode não ser suficiente para melhora da aptidão cardiorrespiratória em mulheres jovens treinadas.

Endereço: https://www.unimep.br/phpg/bibdig/aluno/visualiza.php?cod=784

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