Respostas Cardiovasculares Associadas Ao Intervalo Interséries de Exercício Resistido em Mulheres Hipertensas Sob Controle Farmacológico

Por: Gilene de Jesus Pereira.

57 páginas. 2016 26/01/2016

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Resumo

O exercício resistido (ER) é indicado como complemento aos programas de exercícios aeróbios para controle da hipertensão arterial. Porém, sabe-se que durante o ER pode ocorrer pico pressórico e risco aumentado de evento cardiovascular em indivíduos hipertensos. Sabe-se que a intensidade de esforço, volume de exercício e fadiga muscular potencializam tais efeitos. Os efeitos do controle da pressão arterial e do tempo de descanso interséries ainda não foram investigados. Assim, o objetivo desse estudo foi verificar, em mulheres hipertensas submetidas ao exercício resistido, os efeitos do controle da pressão arterial e do tempo de descanso interséries (30s, 60s e 90s) nas respostas de pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD), frequência cardíaca (FC) e duplo produto (DP). Participaram do estudo dezenove mulheres hipertensas, com idade média de 58,5±5,2 anos e IMC, 29,4±4,9 Kg/m2. Foram divididas em grupos: controlado (n=6), descompensado (n=8) e não tratado (n=5). Os sujeitos foram submetidos a um teste de uma repetição máxima (1RM), na cadeira extensora e realizaram três sessões de exercício resistido (3x12 a 60% de 1RM de extensão de joelhos). Cada sessão foi realizada com um intervalo interséries diferente (30, 60 e 90 segundos). Foi utilizado ANOVA de 2 vias para medidas repetidas, com pós teste de Tukey, estabelecendo nível de significância de p<0,05. No grupo controlado, não houve diferença significativa entre exercício e repouso de PAD, FC e DP em nenhum dos intervalos (p>0,05), enquanto a PAS foi maior que o repouso, quando o intervalo interséries foi de 30s (p= 0,0204). Nos grupos descompensado e não tratado, houve elevação de todas as variáveis, comparadas ao repouso (p<0,05) independente do tempo de descanso. Picos pressóricos atingidos durante o exercício, no grupo controlado (PAS: 171,3±14 e PAD: 99,5± 11mmHg) foram semelhantes aos picos atingidos pelos grupos descompensado (216,1±11 e PAD: 132,5±16mmHg) e não tratado (216,8±21 e PAD: 133,6±13 mmHg). Dessa forma, é possível afirmar que se o quadro hipertensivo não está controlado, o esforço cardiovascular aumenta significativamente durante o ER e o controle farmacológico mostra-se efetivo para diminuir esse esforço durante a prática do ER. Portanto, a condição de controle do quadro hipertensivo é mais importante do que o intervalo interséries para influenciar as respostas cardiovasculares ao ER. Assim, podemos sugerir que o efetivo controle da PA, através do tratamento farmacológico pode diminuir o risco de pico pressórico durante a prática do exercício resistido.

Endereço: http://bdtd.ufs.br/handle/tede/3034

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