Respostas Cardiovasculares Clínicas e Ambulatoriais Após o Exercício de Força em Indivíduos com Doença Arterial Periférica

Por: Lausanne Barreto de Carvalho Cahú Rodrigues.

2011 25/02/2011

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Resumo

Apesar do exercício de força promover melhorias na capacidade de locomoção de indivíduos com doença arterial periférica (DAP), pouco se sabe sobre os efeitos desse tipo de exercício na função cardiovascular dos indivíduos. Assim, o objetivo deste estudo foi verificar as respostas cardiovasculares clínicas e ambulatoriais após o exercício de força em indivíduos com DAP. Dezessete indivíduos com DAP, de ambos os gêneros, realizaram duas sessões experimentais em ordem aleatória: sessão força (SF) e sessão controle (SC). As sessões experimentais foram compostas por seis exercícios (supino reto, extensão de joelho, remada central, flexão de joelho, elevação frontal e flexão plantar), realizados em três séries de 10 repetições. Na SF a intensidade variou entre 5 e 7 na escala de percepção subjetiva de esforço de Omni – Res, ao passo que na SC não foi utilizada sobrecarga. Antes e até 24 horas após as intervenções, a pressão arterial sistólica (PAS), a pressão arterial diastólica, a pressão arterial média (PAM), a freqüência cardíaca e o duplo produto (DP) foram obtidos. Os dados foram analisados por meio do teste t pareado, teste de Wilcoxon e ANOVA de dois caminhos para medidas repetidas, seguida do teste post-hoc de Newman-Keuls, com p<0,05. Em comparação aos valores pré-intervenção, a PAS aumentou após a SC até a 3a hora após a intervenção (maior aumento: +10 ± 3 mmHg, p=0,02) e diminuiu após a SF na 1a hora após a intervenção (-5 ± 2 mmHg, p=0,03). Os valores de PAS após a SF foram significantemente inferiores à SC na 1a, 3a e 11a horas do período pós-intervenção (p<0,04). Em comparação aos valores pré- intervenção, a PAM aumentou após a SC na 1a, 3a, e 23a horas após a intervenção (maior aumento: +10 ± 3 mmHg, p<0,05) e diminuiu após a SF da 3a a 5a hora após a intervenção (maior redução: -9 ± 3 mmHg, p<0,02). Os valores da PAM após a SF foram significantemente inferiores a SC na 1a, 3a, 5a e 23a horas do período pós- intervenção (p<0,03). Em comparação aos valores pré-intervenção, o DP na SC aumentou na 3a hora (+1929 ± 449 mmHg*bpm, p<0,01), diminuiu na 19a hora (-793 ± 398 mmHg*bpm, p=0,03) e voltou a aumentar na 23a hora após a intervenção (+1588 ± 432 mmHg*bpm, p<0,01). Em comparação aos valores pré-intervenção, o DP na SF diminuiu na 1a, 13a, 15a, 17a e 19a horas após a intervenção (maior redução: -1875 ± 589 mmHg*bpm, p<0,01). Os valores do DP após a SF foram significantemente inferiores a SC na 1a, 3a, 13a, 15a, 17a e 23a horas do período pós-intervenção (p<0,04). No período de 24 horas, as reduções na PAM e no DP foram significantemente superiores após a SF em comparação com a SC. (p<0,05). Como conclusão, os resultados do presente estudo indicaram que, uma sessão de exercício de força diminui a sobrecarga cardiovascular em condições clínicas e ambulatoriais em indivíduos com DAP. Assim, sugere-se a incorporação do exercício de força como parte da terapia dos indivíduos com DAP visando a melhoria da função cardiovascular dos pacientes

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