Respostas Termorregulatórias de Meninas Pré-puberes Magras e Obesas Que Pedalam em Condição Termoneutra e de Calor

Por: Gabriela Tomedi Leites.

96 páginas. 2011 00/00/0000

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Resumo

Crianças frequentemente realizam atividades físicas em ambientes quentes. O calor pode afetar o desempenho, conforto subjetivo, tolerância ao exercício e ser preocupante para a saúde. Além disso, parece que crianças obesas, comparadas com as magras, apresentam desvantagens ao se exercitarem no calor. Devido à importância do exercício aeróbio para o manejo da obesidade e promoção da saúde, essas diferenças merecem ser elucidadas, principalmente em meninas, devido à escassez de informações. Objetivo: Comparar as respostas termorregulatórias e perceptivas de meninas pré-púberes magras e obesas durante e após uma sessão de exercício, de similar intensidade relativa, em condição ambiental termoneutra e de calor. Métodos: Para a revisão da literatura, foram selecionados artigos com as palavras chaves: thermoregulation, obesity, children, girls, sweating, exercise, heat, hydration e acclimatization. No estudo experimental, vinte e sete meninas ativas e aclimatizadas, alocadas nos grupos magras e obesas conforme a adiposidade (≤ 25% para as magras e  30% para as obesas) medida pelo DXA, participaram do estudo. Elas pedalaram (carga de 55% do VO2pico) e recuperaram (sentadas) por 30 minutos numa condição termoneutra e outra de calor, com água disponível para ser ingerida à vontade. A temperatura retal (Tre), frequência cardíaca (FC), taxa de percepção de esforço (TPE), sensação térmica, conforto térmico e irritabilidade foram avaliados periodicamente. A sudorese foi avaliada, e durante o exercício no calor foi coletada uma amostra de suor para análise da concentração de eletrólitos (Na+, Cl- e K+). Resultados: Revisão — estudos com meninos indicam que os obesos parecem ser prejudicados nas respostas termorregulatórias durante exercício no calor relacionado: prejuízos na dissipação por convecção devido à menor área de superfície corporal (ASC) pela massa corporal; a menor taxa de sudorese, condicionamento físico, tolerância ao exercício e capacidade de aclimatação ao calor; ao maior custo metabólico para locomoção; e prejuízo na dissipação de calor pela maior gordura subcutânea. Não foram encontrados estudos comparando as respostas termorregulatórias de meninas magras e obesas no calor; e os estudos com o sexo feminino apresentam resultados parcialmente contraditórios ao masculino. Experimento — a Tre inicial foi maior nas obesas nas duas sessões (no calor 37,5 ± 0,3 vs. 37,3 ± 0,3 oC, e na termoneutra 37,6 ± 0,3 vs. 37,3 ± 0,2 oC; p = 0,03) e se manteve durante o exercício; e a magnitude do aumento foi maior nas magras, sendo que no calor a Tre final ultrapassou a das obesas (37,8 ± 0,2 vs. 38,0 ± 0,2 oC; p = 0,04). As magras relataram diminuição do conforto térmico (p = 0,009) e aumento da irritação (p = 0,02) no decorrer do exercício. A FC, respostas perceptivas de TPE e sensação térmica foram semelhantes entre os grupos, assim como as respostas de sudorese. Observou-se maior concentração de Na+ no suor nas obesas (78,7 ± 47,5 vs. 50,5 ± 12,1 mEql-1; p = 0,04). Conclusão: Meninas obesas apresentaram maior Tre inicial, e as magras apresentaram uma maior magnitude de aumento na Tre, principalmente no calor, acompanhada de maior desconforto térmico e irritabilidade. 

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