Cegueira Pedagógica e o Estatuto de Normalidade do Rola-bola na Educação Física Escolar

Por: Carlos Rogério Ladislau e Lucas Rafael Moreira Nunes.

I Simpósio de Educação Física da Unimontes

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Resumo

É indiscutível a importância do papel social da escola para a formação integral do aluno e, portanto, para a construção da sociedade. Nesse processo, cada matéria de ensino tem a sua contribuição específica, razão que justifica a sua integração ao currículo escolar. Entretanto, para que essa integração seja legítima, é necessário que os processos de ensino desenvolvidos no interior da escola promovam a aprendizagem efetiva de conhecimentos e competências por parte dos alunos, fato que põe em evidência o protagonismo do professor na consecução das finalidades educativas da escola. No âmbito específico da Educação Física, um grande número de obras e pesquisas tem denunciado a falta de intervenção pedagógica significativa por parte do professor, prática comumente chamada de “rola bola” e que Valter Bracht (2006) nomeou como “desinvestimento pedagógico”. Por representar um comportamento que tem sido reproduzido em muitos cenários e por longo tempo, é possível admitir que haja certa normalização do “rola-bola” no cotidiano da prática docente na Educação Física. O objetivo desta proposta de pesquisa vai ao encontro da compreensão desse processo, ou seja, investigar junto a professores, alunos e gestores escolares dos anos finais do ensino fundamental, o status concreto dessa normalização do “rola-bola”, as razões da sua existência, as consequências que ela opera no cumprimento das finalidades da Educação Física na escola e as alternativas que podem ser propostas para a reversão desse quadro.

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