Preto no Branco, Branco no Preto: Escola, Racismo e Sofrimento na Infância

Por: Carlos Rogério Ladislau e Jaqueline Santos e Silva.

I Simpósio de Educação Física da Unimontes

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Resumo

Cento e trinta anos após a abolição da escravatura, o racismo continua sendo um aspecto pujante no pensamento, no discurso e na prática social do povo brasileiro. No que diz respeito aos negros, o ato racista se pauta nos atributos do “corpo” para discriminar, menosprezar e punir, preterindo histórias, valores e sentimentos de pessoas cuja dignidade é solapada por causa da “cor da pele”. À medida que ganham maturidade e conhecimento, os adultos negros vão desenvolvendo mecanismos de defesa para lidar com essa agressão, na maior parte das vezes travestida ou silenciada. Entretanto, as crianças negras de pouca idade ainda não desenvolveram essa capacidade e sofrem por serem tratadas de maneira diferenciada sem nem entender porquê. O objetivo da presente proposta de estudo é analisar o racismo escolar na infância, buscando capturar os diversos modos de pensar e expressar da criança em relação à questão racial. O universo da pesquisa é constituído pelos alunos matriculados no 1º ano das escolas estaduais da cidade de Janaúba-MG. Para a produção dos dados, será adotada uma entrevista de resposta estimulada a partir do emprego de imagens de crianças negras e brancas. O uso desse estímulo associado a perguntas específicas tais como “Quem você gostaria de ser?”, “Quem você gostaria de ter como amigo?” e “Quem você acha que é mais feliz?”, pretende estabelecer um vínculo de identificação para que as crianças manifestem seus sentimentos, suas percepções e seus desejos, trazendo à tona aspectos reveladores dos processos sutis por meio dos quais as crianças brancas e negras aprendem sobre hegemonia branca e localizam seu lugar nessa sociedade.

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