Revisando o Treinamento Complexo: Meta-análise das Implicações Agudas no Desempenho da Potência de Membros Inferiores e Superiores

Por: André Luiz Gouvêa de Souza.

72 páginas. 2015 10/08/2015

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Resumo

O treinamento complexo pode estar associado a melhoras no desempenho da potência de membros superiores e inferiores. No entanto, a grande diversidade dos desenhos metodológicos fornece dados não conclusivos. Um exemplo disso é a falta de consenso sobre o ótimo intervalo de recuperação após as ações condicionantes. Portanto, esta dissertação de mestrado revisou a extensão e a qualidade dos estudos no efeito agudo de diferentes intervalos de recuperação na altura do salto, assim como o desempenho de potência no exercício de supino arremessado, após a realização de específicas ações condicionantes. Os resultados sugerem que o treinamento complexo não induziu aumentos transitórios na potência produzida pelo exercício de supino arremessado. Quando proporcionados intervalos de recuperação abaixo de três minutos houve queda no desempenho da altura do salto. Contudo, um dos principais achados desta dissertação foi que para intervalos de recuperação entre 8 e 12 minutos a altura do salto era potencializada. O equilíbrio entre os efeitos da fadiga e da PPA é um fator chave para aplicação dessa estratégia. Sendo assim, a ausência de mudanças no desempenho do exercício de supino pode ter ocorrido por uma comum variabilidade dos efeitos da PAP entre os sujeitos dos estudos, assim como um efeito de equivalência entre PPA e fadiga. Nas atividades de salto, o prejuízo encontrado quando eram dados intervalos curtos (0-3 minutos) pode estar associado a uma prevalência dos efeitos da fadiga sobre os da PPA, que podem envolver liberação e diminuição da sensibilidade das fibras musculares ao Ca2+, tal como aumentos do fosfato inorgânico intracelular, diminuindo assim a força de contração das pontes cruzadas. No entanto, para intervalos entre o 8-12 minutos os efeitos da fadiga sucumbiram aos da PPA. Essas mudanças podem estar associadas a alterações conformacionais nas pontes cruzadas, assim como uma otimização da ativação do músculo, o que levaria a melhoras no desempenho neuromuscular do exercício específico. Portanto, o treinamento complexo constitui uma estratégia consistente em melhorar a altura do salto. Porém, os resultados mostram um pequeno benefício para o exercício de supino arremessado.

Endereço: http://www.bdtd.uerj.br/tde_busca/processaPesquisa.php?listaDetalhes%5B%5D=6997&processar=Processar

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