Risco Cardiovascular e Prática de Atividade Física em Moradores da Zona Rural e Urbana de São Paulo

Por: Cláudia Forja, Daniel Righetto Rotta, Luiz Augusto Riani Costa, Tais Tinucci e Teresa Bartholomeu.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Introdução:Alguns estudos sugerem diferenças no risco cardiovascular e na prática
de atividades físicas entre populações rurais e urbanas, porém esses estudos são
normalmente internacionais. Assim, faltam dados sobre essas características em
populações nacionais. Dessa forma, esse estudo visou comparar as características
do risco cardiovascular e da prática de atividades físicas de moradores do Estado de
São Paulo que moram na região rural, comparando-os a moradores da zona urbana
com características de sexo, idade e nível de escolaridade semelhantes. Materiais e
Métodos: De 2003 a 2005, os visitantes e moradores das cidades de Águas de São
Pedro e São Pedro foram entrevistados. Da amostra total (1276 pessoas), 48 moravam
na zona rural e para comparação foram escolhidos 48 moradores da zona urbana
com características semelhantes em relação ao ano de entrevista, sexo, idade, grau de
escolaridade. Os dados analisados foram: a) presença de doenças, sintomas e fatores
de risco (sexo/idade, hereditariedade, hipertensão, fumo, obesidade, diabetes,
colesterol alto e sedentarismo) cardiovasculares; e b) prática de atividades físicas
(aeróbias ou não, intensidade e volume semanal).A comparação entre os grupos foi
feita pelo teste de qui-quadrado. Resultados: A presença de doenças (23 vs. 13%),
sintomas (23 vs. 13%) e fatores de risco (sexo/idade: 52 vs. 54%; hereditariedade: 31
vs. 25%, colesterol alto 36 vs. 20%, obesidade 31 vs. 23%; hipertensão: 30 vs. 35%,
fumo 10 vs. 8% e diabetes 3 vs. 3% para rural vs. urbana, respectivamente) foram
semelhantes entre grupos. Entretanto, a prevalência de índice cintura quadril elevado
(89 vs. 73%) foi maior e de sedentarismo tendeu a ser maior na zona urbana (58 vs.
40%). Em relação à prática de atividades físicas, o tipo de atividade (aeróbia, mista
ou ambas) e a intensidade das mesmas não diferiram entre as zonas. Porém, nas
atividades aeróbias, o volume tendeu a ser maior na zona rural (69 vs. 44% com
volume > 180 min/semana). Conclusão: De modo geral, o risco cardiovascular e a
prática de atividades físicas não diferem substancialmente entre moradores da zona
rural e urbana do Estado de São Paulo, que tenham características demográficas
semelhantes. Porém, a obesidade central é mais prevalente na zona urbana, que
também tende a ter maior prevalência de sedentarismo e da prática de atividades
aeróbias com menor volume. Financiamento: PIBIC, Apoio: CCS-USP, Empresa
Junior EEFEUSP

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/63_Anais_p263.pdf

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