Sair das Ruas: a Perspectiva de Meninos Que Vivem Nelas

Por: Lucy Leal Melo Silva.

0 páginas. 1993

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Resumo

Considerando-se o quadro social em que as crianças e os adolesce estão se desenvolvendo em nosso país, os programas educacionais destinados meninos-de-rua e a sua reintegração social, buscou-se ouvir o relato de cinco meninos que viveram nas ruas e optaram por participar de um programa alternativa atendimento. O objetivo deste estudo é tentar compreender o processo de saída ruas, através dos relatos de meninos que viveram nelas. As entrevistas foram realizadas no período de 10/11/89 a 16/06/91, Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, uma cidade de porte médio, onde se pode observa existência de meninos-de-rua, o que ocorria anteriormente apenas nos grandes centro. Os entrevistados tinham entre doze e 14 anos de idade e freqüentava entidade "Casa das Mangueiras" e a "Escolinha Vida Nova", ambas mantidas "Organização Vida Nova". Neste estudo, utilizou-se a entrevista sem i-estrutural os resultados foram obtidos a partir da análise de quarenta sessões de entrevista, c conteúdo foi sintetizado em cinco temas: Participantes - As informações referiram-se às suas característica preferências pessoais, ao fracasso escolar e à importância da participação neste estude Família/Moradia - Os relatos revelam um elevado grau de miséria 4 violência e a predominância do alcoolismo no grupo familiar. Os meninos percebia mãe como boa e vítima; ao contrário do pai, que era visto como ruim e responsável situação da família. Vida nas ruas - A situação familiar impulsionou os menino buscarem, nas ruas, respostas às suas necessidades. Foram levados a essa atitude companheiros ou por seus irmãos e, no início, apenas pediam esmolas, mas, com o tempo, passaram a participar de furtos ou roubos. Começaram a consumir drogas apanhar de seus pares e de membros de órgãos repressores. Nessa fase, decidiram das ruas. Entidade - Freqüentar a entidade possibilitou o rompimento cor marginalidade, a participação em um programa de valorização pessoal, a obtenção dinheiro através de atividades profissionalizantes e o acesso a programas recreacionais. Sair das ruas - Para eles, significava trabalhar, ganhar dinheiro conseguir uma casa para sua família. Concluindo, a busca de soluções para as questões apresentadas recreações a curto, médio e longo prazos que visem à garantia de um nível de vida digno I todos. Enquanto mudanças sociais não forem efetivadas, as possibilidades intervenção poderão dar-se através de ações institucionais, com as seguintes estratégias: • favorecimento do diálogo e do envolvimento dos meninos no processo de decisão para a saída das ruas; ,• elaboração de um programa integrado de atividades educacionais – pedagógicas e recreacionais - , geradoras de renda ou de capacitação profissional; ,• Atendimento em semi – internato, prioritamente; ,• Articulação com a família, quando possível, para orientação geral; ,• Articulação entre a família e a escola, para garantir a escolaridade; ,• Atendimento na área de saúde. É preciso que organismos governamentais e não-governamentais atuem no sentido de fortalecer os Conselhos Nacional, Estaduais e Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente para que, através do cumprimento do "Estatuto da Criança e do Adolescente", possa garantir-se o exercício da cidadania dos seres em desenvolvimento.

Endereço: http://www.nuteses.temp.ufu.br/tde_busca/processaPesquisa.php?pesqExecutada=2&id=2043&listaDetalhes%5B%5D=2043&processar=Processar

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